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Valença

Valencianos e ucranianos uniram-se em vigília de lágrimas e esperança [FOTOS]

4 Março, 2022 - 23:06

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Solidariedade.

“Eu ainda nem acredito no que está a acontecer com a nossa terra… com a Ucrânia”. O desabafo foi deixado à Rádio Vale do Minho por Zoryana, uma entre as várias dezenas de ucranianos que, juntamente com valencianos, se uniram ao princípio da noite desta quinta-feira, junto ao antigo Colégio Português, numa vigília em solidariedade para com o povo daquele país, vítima de invasão por parte da Rússia.

 

Zoryana está em Portugal há sete anos. É operária fabril. De olhos lacrimejados, espera “que corra tudo bem para a Ucrânia”. 

 

Questionada sobre o resto da família, a emigrante contou que tem por lá a mãe, padrasto e primos. Mas a mãe, pelo menos, já está mais a salvo. “Conseguiu ir para a República Checa ter com um tio meu”, referiu.

 

Sobre o desfecho desta guerra, Zoryana foi taxativa. “Espero que Putin morra. E que depois venha a paz!”, concluiu Zoryana que fez ainda questão de mostrar-se muito orgulhosa da postura combativa do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky.

 

 

Veja a nossa galeria de fotos:

 

 

 

Carpinteira: “As guerras são todas estúpidas!”

Também emocionado e totalmente solidário com a comunidade ucraniana mostrou-se o presidente da Câmara de Valença. Aos microfones da Rádio Vale do Minho, José Manuel Capinteira teve dificuldade em encontrar palavras para descrever todo este cenário.

 

“Isto era impensável! Quando julgávamos estar já a entrar num período de normalidade, após a COVID-19, surge esta guerra. E as guerras são todas estúpidas!”, sublinhou.

 

“Estamos aqui para mostrar toda a nossa solidariedade não só com a comunidade ucraniana a viver em Valença mas com todo o povo ucraniano”, prosseguiu Carpinteira que, embora sem números certos, acredita que existam várias dezenas de ucranianos a residir no concelho. E deixou garantias.

 

Sobre os apoios do Município à comunidade ucraniana, o presidente da Câmara referiu que Valença, em articulação com os restantes nove municípios que integram a Comunidade Intermunicipal do Alto Minho (CIM Alto Minho), o CDOS (Comando Distrital de Operações e Socorro) de Viana do Castelo e o Banco Alimentar de Viana do Castelo, irá na próxima semana colocar em marcha uma campanha de solidariedade a favor do povo ucraniano.

 

A ação tem como propósito nesta primeira fase a recolha de bens essenciais e a identificação de alojamento temporário.

 

Questionado sobre quais são realmente as intenções de Vladimir Putin, o autarca valenciano acredita que o líder russo não irá atacar qualquer país da NATO. À semelhança da maioria das opiniões que têm vindo a terreiro, José Manuel Capinteira acredita que o objetivo passará por recuperar a antiga URSS.

 

“O desfecho desta guerra é imprevisível. Não sabemos o que vai na cabeça de Putin. Penso que restaurar a antiga União Sovitética será o objetivo”, concluiu Carpinteira.

 

No final a comunidade ucraniana cantou o hino da Ucrânia Chtche ne vmerla Ukraini.

 

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