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Vila Nova de Cerveira

Rui Teixeira: “Fazer produção cultural fora dos grandes centros é uma odisseia” – Arrancou a 22ª Bienal

17 Julho, 2022 - 20:29

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22ª edição da Bienal começou este sábado. Vai prolongar-se até 31 de dezembro.

“A Bienal é um importante marco na história do nosso concelho, como também na afirmação cultural do nosso País”. A certeza foi deixada este sábado pelo presidente da Câmara de Vila Nova de Cerveira, Rui Teixeira, na sessão de abertura da 22ª Bienal de Arte de Cerveira.

 

O evento foca-se este ano no tema We must take action!/Devemos agir!, num apelo à reflexão sobre as emergências globais, e irá homenagear a artista plástica Helena Almeida.

 

“Esta Bienal é de todos! De artistas, cidadãos, funcionários da Bienal, funcionários da Câmara Municipal, autarcas, voluntários e de mais entidades”, assegurou Rui Teixeira lembrando que “a Bienal foi pioneira na descentralização, tendo sido a primeira grande medida – na área da cultura – de descentralização no nosso país”.

 

 

A Bienal “foi um cavalo de Tróia

“Fazer produção cultural fora dos grandes centros urbanos é uma odisseia”, considera o edil cerveirense. No entanto, continuando a alusão à mitologia grega, Rui Teixeira afirma que “a Bienal foi um cavalo de Tróia que inaugurou uma nova era da qual todo o país conta”.

 

Mas porque é que há Bienal de Cerveira há 44 anos? Rui Teixeira deu resposta.

 

“Porque houve visão, ambição, sonho. E é esse sonho que nos mantém visivelmente ambiciosos. É com ele que contamos para perseguir o futuro. E ele está aí com cada vez mais desafios”, concluiu o presidente da Câmara.

 

 

22ª Bienal de Cerveira arrancou este sábado – Vai prolongar-se até 31 de dezembro

[Fotografia: DR]

 

 

 

Japão é o país convidado

De acordo com a organização, a 22.ª edição da bienal de arte, que decorre em Vila Nova de Cerveira até 31 de dezembro, “propõe-se refletir sobre questões globais fraturantes, como a sustentabilidade, as alterações climáticas, a equidade entre géneros e etnias ou a urgência da paz”. 

 

No ano em que comemora 44 anos, a bienal terá Japão como país convidado e irá homenagear Helena Almeida (1934-2018), 38 anos depois da participação da artista plástica na quarta edição da bienal, em 1984, na qual foi premiada pela obra “Saída Negra”.

 

 

Vão ser apresentadas 270 obras de 318 artistas

No total, serão apresentadas cerca de 270 obras, de 318 artistas, oriundos de 29 países.

 

No âmbito do concurso internacional, que este ano contou com 1164 obras a concurso, serão apresentadas 96 de 77 artistas de 18 nacionalidades.

 

A XXII Bienal Internacional de Arte de Cerveira irá manter o seu formato híbrido, conjugando exposições e eventos de fruição presencial, com atividades no meio digital, como as entrevistas com artistas, visitas guiadas, ‘performances’ e intervenções artísticas, entre outras ações.

 

A bienal tem o apoio da Direção-Geral das Artes, no âmbito da candidatura Fundação Bienal de Arte de Cerveira: a Arte Contemporânea integrada na sociedade e no mundo, no valor global de 294.212 euros.

 

Na última edição, em 2020, foram apresentadas mais de 350 obras de cerca de 370 artistas de 38 países.

 

Nesse ano, o evento contabilizou mais de 100 mil visitantes presenciais e virtuais.

 

 

Daquele total, quase 30 mil passaram pelos espaços expositivos em Vila Nova de Cerveira. Já no formato digital, através das redes sociais, a bienal contabilizou 70 mil visualizações e cerca de três mil participantes nas visitas virtuais.

 

 

[Fotografia capa: DR]

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