“Hoje inauguramos muito mais do que uma exposição. Celebramos uma ideia, uma comunidade e uma visão do futuro”. As palavras foram proferidas ontem, sábado, pelo Presidente da Câmara Rui Teixeira, na inauguração da Bienal Internacional de Arte de Cerveira (BIAC).
A mostra reúne, até 30 de dezembro, neste concelho, mais de 40 artistas convidados e obras inéditas de Alisa Heil, André Sousa, Carlos Noronha Feio, João Penalva, RIGO 23, Vhils e Yonamine.
“Cerveira acredita que a cultura é o próprio desenvolvimento. Poucos territórios conseguem afirmar uma identidade cultural tão consistente. Em Cerveira, arte deixou de ser apenas uma expressão artística. Tornou-se identidade. Somos reconhecidos pela arte. Pela criatividade. Somos respeitados pela capacidade de acolher artistas de todo o mundo e isso é motivo de enorme orgulho para todos os cerveirenses”.
“O tema desta edição – Territórios sem Fronteira – é particularmente feliz. Traduz aquilo que Vila Nova de Cerveira sempre foi. Somos filhos do rio Minho, um rio que nunca separou Portugal e a Galiza… mas pelo contrário: uniu famílias, criou afetos, aproximou culturas. Num tempo em que o mundo parece voltar a levantar muros, a arte lembra-nos que existe outro caminho: o diálogo, a liberdade, a curiosidade, a empatia, e a paz.
No concurso internacional da 24.ª edição da BIAC estão obras de 36 artistas de 14 países, depois de um “número recorde” de 900 candidaturas.
A BIAC inclui ainda polos expositivos externos, oficinas e ateliers livres, residências artísticas e conferências.
Comentários: 0
0
0