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Desporto

Rescaldo do fim-de-semana desportivo de 17 a 20 de Fevereiro.

20 Fevereiro, 2012 - 11:01

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Ainda não foi desta que o Desportivo de Monção conseguiu arrecadar um troféu oficial em competições da Associação de Futebol de Viana do Castelo. Gorada, desde há jornadas, a hipótese de conquista do campeonato, as atenções dos monçanenses, para amenizar uma época de fracassos, virava-se para as Taças de Honra e da Associação. A primeira delas ficou, mais uma vez, nas Neves, nas vitrinas do “papa taças”.

Ainda não foi desta que o Desportivo de Monção conseguiu arrecadar um troféu oficial em competições da Associação de Futebol de Viana do Castelo. Gorada, desde há jornadas, a hipótese de conquista do campeonato, as atenções dos monçanenses, para amenizar uma época de fracassos, virava-se para as Taças de Honra e da Associação. A primeira delas ficou, mais uma vez, nas Neves, nas vitrinas do “papa taças”.
A tarefa era difícil depois da desvantagem no Manuel Lima, aquando do encontro da primeira mão, mas aos monçanenses também sobejou uma tremenda dose de azar por antídoto à imensa sorte do seu adversário. E dessa forma, não há possibilidades de vencer jogos, quanto mais conquistar troféus. De modo que, ao menos para consolo moral, a Taça foi-se, mas ficou a Honra! De ter caído de pé, apenas ter sido batido por uma grande penalidade e o empate ter chegado tarde demais.

E com o campeonato da Honra em pausa, motivado pela realização da Taça Ramiro Marques, as atenções distritais concentraram-se no arranque da fase final da I Divisão onde seis conjuntos irão dar tudo para se situarem nos dois primeiros. O representante Vale do Minho – Campos – entrou sem marcar, mas também sem sofrer, acabando por o nulo em Bertiandos ser um mal menor e deixar tudo em aberto para os desafios que terá pela frente.
Aliás, o Campos foi mesmo a única equipa a pontuar no exterior, o que equivalerá a dizer que, em matéria de ganhar jogos em casa e procurar algo alheio, está em vantagem comparativamente aos restantes. As duas vitórias caseiras, ambas pela margem mínima, com destaque para o confronto entre os dois vencedores de série, Paçô/Vila Fria, deixam antever um grande equilíbrio neste mini campeonato.

Também o Torneio teve o pontapé de saída, com resultados satisfatórios para as equipas “Vale do Minho”. Castanheira, em casa, frente a Moledense, e Raianos, na Arcela, perante o Fachense, arrancaram duas vitórias naturais e normais, dando um “ar de graça” e atribuindo-lhes o “estatuto” de mais sérios candidatos na aspiração à final. O Moreira cumpriu com um empate caseiro frente a Lanhelas, uma “meia prenda” para o “consagrado” MG, em dia de aniversário. Parafraseando, duas vitórias e um empate, para um torneio extraordinário, sensaborão, não está nada mal!

Nos confrontos do nacional, Melgacense e Cerveira tiveram prestações diferentes e opostas, tal como diferentes se tornam, por isso, as consequências futuras.
Os homens da terra de Inês Negra entraram com essa cor no jogo frente aos fangueiros, sofrendo, logo no início, mas pouco a pouco foram modificando essa situação e acabaram por conseguir uma vitória folgada e “gorda”, em Domingo desta designação, quiçá em desforra do desastre da primeira volta.
E a jornada em si, como global, acabou por ser favorável aos comandados de Paulinho que têm, a partir de agora, a tarefa de diminuir a desvantagem de dois pontos ao Esposende e trocar de lugar com eles. Embora dependendo de terceiros, o calendário de um e outro não é fácil, com duas deslocações e apenas um encontro caseiro, mas o Melgacense confiará no seu valor e também esperará a solidariedade dum Vianense que continua “rei dos empates”, com mais um em Bragança.
Na Vila das artes, aconteceu a “revolta” da Maria da Fonte, que deixou o Cerveira irremediavelmente condenado ao último lugar nesta primeira fase da competição. Três pontos ontem teriam constituído um “balão de oxigénio” para manter a máquina ligada por mais alguns dias! Assim…
Assim, bem… conversemos que a primeira fase terá o desfecho mais ou menos previsível. Mas a segunda dependerá – e muito – destas três jornadas, melhor das duas deslocações do Cerveira a Fão e às Marinhas, os seus “colegas” mais próximos do abismo! Ora, se os deixar fugir mais alguns pontos, talvez se afaste, definitivamente, deles… e de outros. Aníbal Ferreira, certamente, tem isso em consideração.

Aproveitando a “onda” menos positiva, também o Estrela de Monção teve pontaria muito desafinada para contrariar o “tiro” certeiro dos homens de Gondar, que lhe valeu os três pontos em disputa, no “verde verdinho” da Tomada, em acerto das contas do calendário.

Por falar em acerto de contas, elas serão saldadas mais logo, em Guimarães, onde os dragões, que ontem saborearam bom moscatel e espremeram a laranja sadina, aguardam a “solidariedade” dos vizinhos. O problema é que Jesus quer continuar a ser o “verdadeiro” e não se vai deixar mascarar nesta noite que promete ser de folia para os milhares de encarnados.

Seja como for e não obstante alguns constrangimentos, neste nosso Vale, estamos a sair dum fim-de-semana bem mais saboroso e com cores mais vivas, em termos desportivos, que o anterior. Pois que esta folia carnavalesca se mantenha e que o jejum quaresmal que se aproxima não se aplique aos golos na baliza dos adversários.

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