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Qual é o palavrão mais usado em Portugal? Finalmente… o ranking!

28 Janeiro, 2024 - 01:21

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Estudo realizado por professor universitário.

O estudo foi elaborado por Marco Neves, professor universitário.

 

Desde logo faz quesão de sublinhar que, neste caso, palavrão designa, a maior parte das vezes, as palavras que estão sujeitas a um qualquer tabu (também chamadas «asneiras»).

 

Decidiu realizar um inquérito. Obteve 127 respostas válidas. Os resultados foram divulgados pelo portal NCultura.

 

O grande vencedor, com 43% das respostas, foi o «f*d*-s*». Sem maioria absoluta. Até porque o segundo classificado, com fortíssimos 31% é «m*rd*».

 

No entanto, sobre este último, o autor considera que “é um palavrão a caminho de se tornar um palavrãozinho, mas ainda tem a sua força”.

 

Em terceiro lugar (de forma surpreendente) ficou «porra», com 12% das respostas.

 

“Se virmos bem, esta palavra já não é bem um palavrão (nem me atrevo a disfarçá-la com asterisco). A divisão entre palavras feias e palavrões é muito subjectiva, diga-se a bem da verdade”, anota Marco Neves.

 

Resultado também surpreendente, mas pela negativa, teve o «c*r*lh*», com 8%. Um número que pode ser explicado pela maior parte das respostas ter chegado do Centro e Sul do País.

 

Este palavrão, realça o docente, “tem a particularidade de se dar muito melhor com os ares do Norte que do Sul. Então se passarmos a fronteira e entrarmos pela Galiza adentro, encontramos a palavra com uma frequência que assusta qualquer português meridional. Certamente, na Galiza, o «c*r*lh*» não ficaria em quarto lugar”, assegura.

 

 

 

Palavrõezinhos fora da corrida

Quem não entrou neste estudo foram os chamados palavrõezinhos.

 

“São aquelas palavras que aparecem em substituição dos palavrões. Quando damos um pontapé na mesa, a nossa boca descai-se logo para o palavrão, para aliviar a dor (e alivia mesmo!). Quando chegamos à segunda sílaba, lá conseguimos tomar as rédeas à palavra e sai-nos algo como «fogo», «fosga-se», «caraças» ou «poças»…”, exemplifica.

 

Em jeito de conclusão, Marco Neves admite que um inquérito com uma amostra maior poderia ter outro vencedor: a «m*rd*». 

 

 

Marco Neves

[Fotografia: DR]

 

 

 

Quem é Marco Neves?

Marco Neves nasceu em Peniche e vive em Lisboa. É tradutor, revisor, professor, leitor, conversador e autor.

 

É professor na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e diretor do escritório de Lisboa da Eurologos.

 

Escreve regularmente no blogue Certas Palavras.

 

Já publicou os livros Doze Segredos da Língua PortuguesaA Incrível História Secreta da Língua Portuguesa e o romance A Baleia que Engoliu Um Espanhol.

 

Publicou também um ensaio literário, José Cardoso Pires e o Leitor Desassossegado.

 

Regressa às dúvidas e subtilezas da nossa língua com a Gramática para Todos: O Português na Ponta da Língua.

 

 

[Fotografia capa: Ilustrativa/DR]

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