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Caminha

Piroga com 1.000 anos de idade (que navegou no Lima) vai ser exposta em Caminha

24 Junho, 2024 - 12:16

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Embarcação foi exumada do leito do rio a 2 de março de 1985.

Tem aproximadamente 1.000 anos de idade e navegou no rio Lima.

 

Trata-se de uma Piroga Monoxila, cuja cronologia aponta para o período entre a segunda metade do séc. X e a primeira metade do séc. XI.

 

Está classificada como Tesouro Nacional, e vai ser exposta, em data ainda a definir, no Museu Municipal de Caminha.

 

Esta segunda-feira, o Município anunciou que foi já aprovado um contrato com o Património Cultural, Instituto Público, que prevê a cedência temporária de bens culturais móveis, neste caso a Piroga Monoxila.

 

A Piroga em causa foi classificada, conjuntamente com mais cinco pirogas, como de interesse nacional, com a designação de “Tesouro Nacional”.

 

Para poder ser exposta em Caminha, refere a autarquia, “foram estabelecidos vários requisitos, designadamente quanto à sala de exposição e medidas de segurança. Há condições ambientais, de humidade relativa, temperatura e iluminação, assim como a ausência de vibração e de poluentes atmosféricos que terão de ser cumpridos”.

 

A embarcação em causa, designada por Piroga 1 do Rio Lima, foi exumada do leito do rio a 2 de março de 1985 e transportada para Viana do Castelo, ficando guardada num armazém pertencente à capitania local, onde passou despercebida.

 

Foi então que o interesse e esforço de Raúl de Sousa, à época funcionário da Câmara Municipal de Caminha e pertencente ao grupo organizador do Museu Municipal de Caminha (MMC), tomou conhecimento da mesma, adquiriu-a, e providenciou a sua transferência para o local do futuro Museu Municipal de Caminha.

 

Conta o responsável atual pelo Museu, Sérgio Cadilha, que devido às deficientes condições preventivas do depósito, a piroga foi transferida, inicialmente para o Museu Monográfico de Conímbriga, e depois para as instalações do Centro Nacional de Arqueologia Náutica e Subaquática, em Lisboa, onde iniciou o processo de consolidação com vista à secagem e estabilização em ambiente seco.

 

O tratamento da embarcação foi terminado no laboratório do Museu Nacional de Arqueologia Subaquática (ARQUA), em Cartagena, Espanha.

 

 

 

[Fotografia: Município Caminha]

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