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Caminha

Pescador que salvou tripulantes e presidente da Associação do rio Minho em acordo, barra de Caminha é um perigo

3 Março, 2010 - 12:53

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A Polícia Marítima encontrou o corpo de um dos pescadores vítimas do naufrágio na Foz do Rio Minho, em Caminha.

A Polícia Marítima encontrou o corpo de um dos pescadores vítimas do naufrágio na Foz do Rio Minho, em Caminha. Uma traineira naufragou hoje de madrugada, ao largo de Caminha, e dois dos cinco tripulantes foram encontrados com vida. As operações continuam com o objectivo de encontrar os outros dois tripulantes da embarcação, no local a participar nas buscas encontram-se elementos dos bombeiros e da Polícia Marítima, auxiliados por viaturas, três helicópteros, um deles espanhol. Salvador Passos, um dos pescadores que ajudou a socorrer os dois tripulantes contou à Rádio Vale do Minho que: "descobri os dois tripulantes que já estavam agarrados a uma bóia, metemo-los para dentro do barco e depois chamamos o 112" Salvador Passos ainda voltou ao mar na tentativa de encontrar os restantes corpos mas, sem sucesso, " só vi vestígios do barco e de materiais a boiar". Para este pescador, na altura da saída para mar as condições eram relativamente seguras mas "o mar começou a puxar sobre a madrugada, às cinco horas já levava bastante mar, há sempre falta de condições na barra de Caminha, o problema são as areias, agora com a colocação de um cepo dificultaram a entrada e a saída para o mar" acrescentou. De resto, este tem sido um Inverno rigoroso para os homens do mar, ainda há semanas, dois irmãos perderam a vida em Viana do Castelo. Em declarações à Rádio Vale do Minho, o Presidente da Associação de Pescadores do Rio Minho, Estevão Silva, aponta o dedo às más condições da barra de Caminha, uma luta diária dos pescadores que passam " ali com o coração nas mãos", recorde-se que a barra de Caminha já provocou inúmeros naufrágios e mortes e nem mesmo assim, o problema está perto de ser resolvido " já escrevemos inúmeras vezes para o Governo e a resposta é sempre a mesma, como o Rio Minho é internacional não podem fazer intervenções". Os pescadores que seguiam na traineira que naufragou hoje ao largo de Caminha não estariam a usar o colete salva-vidas, a lei apenas obriga a que os pescadores levem os coletes no barco, mas não é obrigatório que os usem. Questionado sobre as normas de segurança, Estevão Silva afirma que " as regras de segurança são cumpridas, o que temos é filhos na casa e famílias para sustentar, nós temos que trabalhar e como tal ultrapassar estes perigos, não há outra solução". A Câmara de Caminha, está a prestar apoio psicológico e social aos familiares das vítimas.

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