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Valença

P. Logística: Governo tem de cumprir o seu papel ou investidor teria de ser ressarcido – Jorge Mendes

21 Junho, 2012 - 08:21

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Depois de um ano de trabalho, o executivo liderado por Jorge Mendes acaba de aprovar, por unanimidade, a proposta final para a área empresarial Sul, que visa a desafetação dos terrenos à Reserva Agrícola e à Reserva Ecológica, e que estava na base do impedimento para a construção.

Apesar dos tempos difíceis que o país atravessa, a Câmara Municipal de Valença não quer deixar cair no esquecimento a instalação da Plataforma de Logística e, por isso, depois de encravado durante algum tempo, o processo de ordenamento do território, onde vai ser instalada esta infraestrutura, está concluído.

Depois de um ano de trabalho, o executivo liderado por Jorge Mendes acaba de aprovar, por unanimidade, a proposta final para a área empresarial Sul, que visa a desafetação dos terrenos à Reserva Agrícola e à Reserva Ecológica, e que estava na base do impedimento para a construção.

Com este documento, o autarca valenciano refere que foi dado um passo “significativo” para a obra ser uma realidade. Jorge Mendes explica que a câmara fez o trabalho que lhe competia, agora cabe ao Governo dar luz verde ao investimento.

A documentação vai ser enviada, ainda esta semana, à CCDR-N para juntar os técnicos das entidades públicas envolvidas na Plataforma Logística e analisarem este plano.

Jorge Mendes acredita que este processo vai mesmo para a frente, apesar da atual conjuntura desfavorável. O autarca confirma que há atrasos na calendarização, mas refere que o Estado tem interesse em ver concretizado investimento que anunciou “com toda a pompa e circunstância”, caso contrário o investidor privado teria o direito de acionar os mecanismos necessários para ser ressarcido.

Recorde-se que a Plataforma Logística de Valença foi contratualizada em Junho de 2009, entre o Governo, a autarquia local e a Way 2B. Um investimento de dezenas de milhões de euros e que vai permitir criar milhares de postos de trabalho, numa zona de agrupamento de mercadorias, outra de logística e transformação, um centro intermodal rodo/ferroviário, um centro integrado de serviços, um entreposto aduaneiro e um centro de apoio ao transporte rodoviário.

Depois de ultimados os pormenores com os promotores, resta agora negociar com os responsáveis nacionais para se iniciarem as conversações com os vários ministérios.