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Ponte da Barca

P. Barca: Incendiário sai em liberdade devido à greve dos oficiais de justiça

1 Setembro, 2023 - 18:27

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Justiça.

O jovem de 28 anos que ateou cerca de 20 incêndios em Ponte da Barca saiu em liberdade durante a tarde desta sexta-feira, avança o jornal O Minho.

 

A greve dos oficiais de justiça, revela aquele jornal, fez com que o indivíduo, já confesso, não tenha sido submetido a primeiro interrogatório judicial.

 

Regressou a casa, no Lindoso, em Ponte da Barca. Isto porque, conforme apurou O Minho, não era possível manter em detenção o jovem de Ponte da Barca.

 

Fica, assim, em liberdade. Apenas sujeito a termo de identidade e residência, aplicado na passada quarta-feira, quando foi detido.

 

Recorde-se que a Polícia Judiciária (PJ), através do Departamento de Investigação Criminal de Braga, deteve fora de flagrante delito o presumível autor de vinte crimes de incêndio florestal, ocorridos entre os dias 9 de abril e 28 de agosto do corrente ano, em diversas freguesias do concelho de Ponte da Barca.

 

Durante o referido período de tempo, várias freguesias do concelho de Ponte da Barca, designadamente Vila Nova de Muía, Touvedo, Paço Vedro Magalhães, Vila Chã e Lindoso, foram sistematicamente atingidas por uma onda simultânea de incêndios florestais, causando alerta entre a população local.

 

Alguns dos incêndios ocorreram em zona integrante do Parque Nacional da Peneda-Gerês, tendo, os mais recentes, afetado área localizada em Touvedo, consumindo mais de uma centena de hectares de floresta.

 

“Das diligências realizadas, resultou a identificação de um indivíduo, de 28 anos de idade, o qual, por fascínio pelo fogo, ora se introduzindo na floresta, ora fazendo uso da sua viatura pessoal, sobretudo em período da tarde, através de chama direta, circulava por aquele território e procedia a inúmeras ignições”, refere a PJ.

 

“Crê-se que o arguido seja responsável por dezenas de incêndios lavrados nas freguesias identificadas e noutras, nos últimos anos, o que fez elevar este concelho para um dos que maiores índices de ignições tem averbado”, acrescenta aquela autoridade.

 

Os vários locais onde os incêndios ocorreram situam-se em zonas com condições de propagação a manchas florestais de grandes dimensões, gerando enorme risco, potencialmente alimentado pela carga combustível ali existente e pela orografia própria da região, o que se traduziu em elevadíssimo perigo concreto para as pessoas, para os seus bens patrimoniais e para o ambiente, com elevado potencial de destruição de área natural pertencente ao PNPG.

 

 

 

[Fotografia: DR]

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