O Largo Hermenegildo Solheiro, em Melgaço, encheu esta sexta-feira à noite para o arranque de um evento inédito: o Acordar a Terra.
De acordo com a organização, o principal objetivo é mostrar os “saberes e sabores” do concelho.
Esta iniciativa conta com a coordenação do Projeto Raízes, do Agrupamento de Escolas de Melgaço, da EPRAMI – Escola Profissional do Alto Minho Interior, da Santa Casa da Misericórdia de Melgaço, do CLDS 5G de Melgaço e das Termas de Melgaço.
O evento arrancou às 21h30, com o concerto acústico “Depois do Toque-Unplugged”, pelos alunos do Agrupamento de Escolas de Melgaço.

[crédito fotografia: Rádio Vale do Minho]
“Esta é uma celebração do território e das pessoas do território. Queremos sobretudo envolver as camadas mais jovens para fazermos aqui uma ligação entre gerações”, explicou Isabel Domingues, da organização, à Rádio Vale do Minho.
“Trabalhamos muito com as escolas, por forma a que as gerações mais novas recebam as memórias e o legado dos mais antigos. Serão eles as mulheres e os homens do amanhã. A ideia é ligá-los ainda mais ao território”, acrescentou.

[crédito fotografia: Carla Cristina Esteves / Projeto Raízes]

[crédito fotografia: Carla Cristina Esteves / Projeto Raízes]
José Albano: “Temos muitos motivos para exaltar este orgulho”
O Presidente da Câmara de Melgaço marcou também presença neste evento e mostrou-se muito agradado com o que viu e saudou toda esta “festa do orgulho melgacense”.
“Temos muito motivos para exaltar este orgulho melgacense. Temos origens, cultura, linguagem, música e um saber-fazer que são únicos. Este é um evento onde a sociedade civil se mobilizou e isso é um exemplo do saber-fazer”, enalteceu José Albano Domingues.

[crédito fotografia: Carla Cristina Esteves / Projeto Raízes]

[crédito fotografia: Carla Cristina Esteves / Projeto Raízes]
Seguiu-se o espetáculo de teatro O Regresso às Origens, pelo Grupo de Teatro Amador de Melgaço “Os Simples”.

[crédito fotografia: Carla Cristina Esteves / Projeto Raízes]
Manuel Rodrigues: “É um fim de semana que promete”
Também de sorriso aberto, o Vice-Presidente da Câmara, Manuel Rodrigues, feliciou um evento que pretende “mostrar o que de melhor se faz em Melgaço”.
“É um fim de semana que promete! Alunos, associações e freguesias uniram-se à volta de um projeto e isso é de louvar. Na generalidade, estão todos sempre à espera de iniciativas da Câmara e aqui a iniciativa partiu das associações o que é de louvar!”, exclamou.

[crédito fotografia: Rádio Vale do Minho]
O que pode ver este sábado
Este sábado, dia 16 de maio, acontece uma arruada pelo Grupo Gaiteiros Rio Mouro e “Uma Ode ao Território”.
Abrem os espaços “Terra Viva”, com mostra e venda de produtos da terra, precisamente para que se possa comprar e escutar quem produz; na “Mesa da Terra” onde se evoca as memórias de lavradas, festas e romarias, reunindo todos os petiscos que guardamos no coração, e onde se põe o saber e o sabor à prova; na “Cozinha da Terra” os potes ao lume e os fornos de lenha vão espalhar os aromas e convidar à mesa.
Além das atividades onde é possível ver, aprender e ouvir, um dos destaques é o desafio ao ouvido e, até, a ousadia de cantar: o “Palco da Terra”, instalado no recinto, receberá vários momentos de música popular com a atuação do Rancho Raízes de Castro Laboreiro e do Grupo Etnográfico da Casa do Povo de Melgaço, da Escola de Concertinas de Melgaço, do grupo de rusga Amizades da Gave.
Augusto Canário e Zezé Fernandes vão avaliar o talento no Concurso de Quadras e Cantares ao Desafio e apoiar as músicas tradicionais a cappella, pelo Coro Infantil do Centro Catequético Paulo VI.
Também há espaço para os “Ofícios que falam” onde se demonstrará, a propósito do ciclo da lã, como rapar a ovelha, cardar e fiar; como aprender a enrestar cebolas; a encher chouriços; a escalar uma lampreia; a tecer no tear; a debulhar o milho; a fazer redes para pesca nas pesqueiras; a amassar a farinha para cozer a broa de milho, entre outros.
Os farrangalheiros de Castro Laboreiro também vão desfilar pelo recinto e, posteriormente, demonstrar “como fazer os garruços dos farrangalheiros”, a cargo da associação local Raízes de Castro Laboreiro.
A Academia Sénior de Melgaço promoverá momentos de jogos tradicionais, como a corrida do saco, o jogo do pião, a corrida do pneu, berlinde ou o jogo da corda numa interação entre gerações.
Ao som do folclore e etnografia do grupo etnográfico da Casa do Povo, encerra a primeira edição deste evento, “que se pretende ser a mais genuína celebração do mundo rural melgacense”, refere a organização.
A entrada é livre.
Confira o programa ao pormenor AQUI
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