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Monção

Monção: Mais de 500 fiéis lamentam “crucificação” de André Gonçalves

4 Abril, 2023 - 21:56

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Carta aberta.

Está a circular pelas paróquias de Monção uma carta aberta ao Bispo de Viana do Castelo, D. João Lavrador, já subscrita por mais de 500 pessoas, em que é lamentada a “crucificação pública do padre André Gonçalves [na foto à direita].

 

Recorde-se que, recentemente, o sacerdote foi acusado de abuso sexual de menor por parte da Diocese de Viana do Castelo. 

 

Um menor que terá 17 anos de idade e que já frisou que se tratou de uma relação consentida.

 

Na carta dirigida ao Bispo, os fiéis lamentam a ausência e a distância deste em todo o processo.

 

“Lamentamos o facto de até ao momento apenas tenha sido enviado um “bilhete”, e o sr. Bispo  ainda não se ter deslocado às nossas paróquias para explicar todo o processo, a decisão tomada, bem como o nosso futuro pastoral”, lê-se.

 

Considerando que o “comunicado” emitido pela Diocese no passado dia 23 de janeiro foi “condenatório e pouco esclarecedor”, o documento considera que “ninguém se preocupou em esclarecer e separar a parte canónica, do civil; preferiram acusar logo o sacerdote de pedófilo”.

 

“Mais ainda, referem que o pároco, confirmou os abusos. Outro erro crasso. O sacerdote, ao que se sabe confirmou os factos e não os abusos. O código penal é claro no ponto 1 do artigo 171 “Abuso sexual de crianças”, refere a carta.

 

Assumindo que o que está a acontecer é uma “crucificação pública” de André Gonçalves”, dizem os subscritores que “não se perdeu tempo em apontar o dedo e deixar crucificar, achincalhar, julgar e condenar um ser humano em praça pública, sabendo que houve um pecado e que há confirmação do ato”.

 

“É de lamentar, quando queremos evoluir acompanhando a modernidade exigida, mas quando se trata de homofobia, ainda queremos ser tradicionais. Será que este caso isolado, como se consta, foi caso único por estes lados? O jovem só está em pecado e permite-lhe poder continuar a vida religiosa? Haveria ligação destes jovens a outros sacerdotes? Seriam as mensagens e fotografias enviadas por iniciativa própria, ou algum sacerdote ou uma terceira pessoa foi retirar essas informações ao telemóvel do jovem? Não temos aqui abuso de bens pessoais?”, interrogam.

 

Na reta final, os fiéis consideram ainda que “houve uma clara perseguição, e a tempestade foi perfeita para poder calar, quem muitas das vezes, tem uma opinião formada e contrária à de quem quer mandar”.

 

“Entendemos, que as feridas só ficarão sanadas após um comunicado público por parte do Bispo da diocese de Viana do Castelo, D. João Lavrador, a pedir desculpa ao Padre André, por não esclarecer o comunicado e dizer que apenas se refere ao direito canónico. Mesmo assim, duvidamos da certeza de que se pode sanar tal dano”.

 

A concluir, pede-se que D. João Lavrador se retrate de toda esta situação. Caso não aconteça, lê-se, “só nos resta concluir que não tem condições para continuar a guiar como Bom Pastor os destinos da diocese de Viana do Castelo”.

 

 

O documento pode ser lido na íntegra AQUI [clique para abrir]

 

André Gonçalves prestava serviços nas paróquias de Abedim, Bela, Cambeses, Longos Vales, Portela e Sago, naquele concelho.

 

 

[Fotografias capa: DR]

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