“Chamo-me Álvaro… e a minha família trata-me por Alvarinho”. Foi com uma enorme gargalhada no público que arrancou esta quinta-feira mais uma edição da Feira do Alvarinho de Monção.
As palavras foram proferidas por Álvaro Santos, Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N).
No seu discurso, não poupou elogios à dimensão do evento. No entanto, o maior reconhecimento foi para o autarca de Monção.
“Eu e António Barbosa conhecemo-nos há quatro meses. Já deu para perceber que Monção tem um magnífico Presidente da Câmara. Um líder, na verdadeira aceção da palavra, capaz de motivar as suas equipas… as suas gentes… e com uma visão estratégica que tem levado Monção tão longe e vai continuar a levar muito mais longe ainda”.
Álvaro Santos

[crédito fotografia: Rádio Vale do Minho]
José Albano felicita Barbosa “pelo incansável e notável trabalho”
O Presidente da Câmara de Melgaço, José Albano Domingues, foi também chamado a discursar. Em sintonia, o autarca melgacense reconheceu que “olhar para este recinto, ver a dinâmica, a energia e a sofisticação deste evento, obriga-me a fazer uma justiça elementar: a deslocalização desta feira [em 2018] foi uma aposta claramente ganha”.
José Albano Domingues, que este ano também mudou a Festa do Alvarinho de Melgaço para a zona verdejante do Monte do Prado, felicitou António Barbosa “não só pela ousadia, mas também por ser um excelente visionário, pelo incansável e notável trabalho desenvolvido à frente de Monção”.

[crédito fotografia: Rádio Vale do Minho]
Barbosa subiu ao palco. Agradeceu as palavras. Porém, sempre pragmático, o Presidente da Câmara voltou a apontar o caminho que pretende para o vinho Alvarinho.
“O mundo do vinho é hoje um mercado que é atacado diariamente por todo o mundo. Temos de avançar, definitivamente, para a nossa Denominação de Origem Controlada”, defende Barbosa.
Trata-se de uma certificação que atesta que um vinho é originário de uma região geográfica delimitada. O sistema garante autenticidade ao exigir que a produção siga regras estritas, controlando o solo, as castas de uva e os métodos de vinificação.
“Temos, de uma vez por todas, de pensar em mensagens fortes sobre os benefícios do vinho bebido – naturalmente – com moderação”, referiu Barbosa. “O vinho é algo social, que nos identifica enquanto povo, e os primeiro vinhos a serem exportados pelos portugueses foram os de Monção”, recordou.

[crédito fotografia: Rádio Vale do Minho]

[crédito fotografia: Rádio Vale do Minho]

[crédito fotografia: Rádio Vale do Minho]

[crédito fotografia: Rádio Vale do Minho]
A Feira do Alvarinho prolonga-se até domingo, dia 5 de julho. Neste primeiro dia, às 22h00, sobem ao palco os Xutos&Pontapés.
Madrugada dentro, haverá transmissão televisiva no recinto do Portugal x Croácia, a contar para os 16 avos do Campeonato do Mundo.
Comentários: 0
0
0