Determinados e de uma firmeza irrepreensível, os Bombeiros Voluntários de Monção e a Subzone – Search and Rescue Team seguem no centro do país, em cenários que parecem saídos de uma zona de guerra.
Casas destruídas, árvores caídas, vidros partidos evidenciam o quanto foi implacável a depressão Kristin nesta área do continente.
“É notória a tristeza nos rostos das pessoas, o desânimo, o medo e a incerteza. Muitas famílias perderam praticamente tudo”, contou este domingo a Subzone à Rádio Vale do Minho.
“São muitos os que nos dizem «Nunca vimos nada assim» e a maior parte receia que venha ainda mais”, prossegue aquela equipa monçanense especializada em busca e resgate.

[crédito fotografia: BV Monção]

[crédito fotografia: BV Monção]
Dia e noite, bombeiros e Subzone trabalham na desobstrução de vias e acessos críticos — fundamentais para a circulação de meios de socorro — e na proteção das habitações.
“Para minimizar os efeitos do agravamento das condições meteorológicas, estamos a proceder ao isolamento provisório das casas, recorrendo a plásticos, lonas e até toldos publicitários”, descreve a Subzone.
“Tudo o que ajude a proteger a casa já é uma ajuda”, diz uma moradora.

[crédito fotografia: Subzone SAR]

[crédito fotografia: BV Monção]
Em paralelo, continua o apoio direto às populações, o apoio logístico e operacional e o reforço de meios humanos especializados.
Totalmente isolados
A falta de comunicações tem sido um dos maiores desafios destes monçanenses. Não há rede fixa e muito menos rede móvel. O isolamento é total.
“Nestes casos, têm sido determinantes as comunicações por satélite, através da Starlink, e o recurso à aplicação Zello, permitindo manter a coordenação entre equipas no terreno”, explica a Subzone.

[crédito fotografia: BV Monção]

[crédito fotografia: BV Monção]
As previsões meteorológicas para os próximos dias mostram o regresso da chuva em força. A partir da meia-noite, o distrito de Leiria vai ficar sob aviso amarelo para precipitação.
“Só o facto de vocês estarem aqui já nos dá alguma esperança”, diz um morador.

[crédito fotografia: Subzone SAR]

[crédito fotografia: BV Monção]
Pelo menos cinco pessoas morreram devido à passagem da depressão Kristin em Portugal. Três delas foram em Leiria, uma em Vila Franca de Xira e outra na Marinha Grande.
Há ainda registo da morte de uma mulher com cerca de 80 anos em Silves, em que a viatura onde seguia foi arrastada por uma ribeira, no entanto a Proteção Civil ainda está a avaliar se o caso está relacionado com a tempestade.
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