Assina com o nome de Liratov. É também conhecido como Banksy do Alto Minho. Tornou-se famoso por obras de arte em azulejo espalhadas por todo o país e até no estrangeiro.
O estilo é inconfundível. No entanto, Liratov nunca mostrou o rosto. Continua a ser um homem mistério.
Há palpites sobre quem seja… mas que não passam disso mesmo. A única certeza é a de que, conforme o próprio assumiu, é natural de Monção.
À Rádio Vale do Minho, o artista anunciou a sua mais recente obra: está em Vila Praia de Âncora e é uma homenagem a Quim Barreiros, popular cantor natural daquela localidade de Caminha.
Uma vez mais, Liratov usou o azulejo e criou… um bacalhau. Um elemento que, recorde-se, ficou eternizado no tema Bacalhau à Portuguesa, daquele cantor.
O bacalhau está ladeado pelas iniciais “Q” e “B”.

[crédito fotografia: Liratov]
Liratov, que assumiu ser grande fã de Quim Barreiros, convidou o cantor a ver a obra ao vivo. “Ficou muito emocionado. Gostou muito!”, disse.
Apurou a Rádio Vale do Minho que o próprio Quim Barreiros considera que “Liratov é um dos artistas alto-minhotos mais importantes da atualidade”.

[crédito fotografia: Liratov]
A arte de Liratov
Sabe a Rádio Vale do Minho que as todas as obras de Liratov são criadas a partir de restos de azulejo que muitas lojas e empresas descartam e cujo destino costuma ser a lixeira.
O artista confidenciou à Rádio Vale do Minho que “é com orgulho” que usa como matéria prima o azulejo.
“Uma marca indelével da arte, cultura e arquitecturas portuguesas ao longo dos séculos e para a qual pretendo contribuir, abrindo novos horizontes e possibilidades”, disse.
Mas quem é Liratov?
É ele o autor das famosas esculturas em azulejo espalhadas pelas paredes de grande parte do distrito de Viana do Castelo. E também em França.
São tantas e por toda a parte que já há quem o chame de Banksy do Alto Minho, comparando-o já ao mundialmente famoso artista de rua britânico.
“Sinto-me muito honrado ao compararem-me com Banksy. Mas considero-me só o Liratov do Alto Minho”, disse-nos o artista ao telefone. Sem rosto. Apenas a voz.

[crédito fotografia: Liratov]
Tudo começou no início de 2022. O artista saiu às ruas da vila de onde é natural: Monção. Começam a aparecer os primeiros trabalhos nas paredes.
Um dragão aqui… um gato ali… um rato acolá… uma figura humana junto a cafés…
A Coca de Monção, em Monção
[crédito fotografia: Liratov]
No início poucos ligaram. Mas trabalhos do género começaram a aparecer noutros concelhos nomeadamente Valença, Vila Nova de Cerveira, Viana do Castelo e Caminha.
Visto pela GNR
Questionado se já foi alguma vez visto ou apanhado, o artista teve resposta pronta. “Uma vez a GNR passou por mim e viu-me a colar azulejos na parede. Como não disseram nada, lá continuei”, contou com uma gargalhada.
Geralmente, coloca as peças ao amanhecer. Mas já fez outras em plena luz do dia.
Não tem facebook, mas tem Instagram [clique para abrir] onde já conta com mais de meio milhar de seguidores.
Entretanto, é andar por aí. Ao virar de cada rua… de cada esquina… pode sempre aparecer um Liratov.

Comentários: 0
0
0