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Melgaço

Melgaço: PSD junta duas centenas e mostra que mudança já começou [FOTOS]

25 Janeiro, 2026 - 11:26

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“Vocês não fazem ideia do que nós temos encontrado naquela Câmara!”.

“Estamos com os olhos postos no futuro. Estamos a trabalhar muito e até de madrugada para enfrentar todos os desafios que nos esperam”.

 

A certeza foi deixada este sábado à noite pelo Presidente da Câmara Municipal de Melgaço, José Albano Domingues, no tradicional jantar de Reis do PSD daquele concelho.

 

Um jantar onde, ao longo dos discursos, foi pedida aos cerca de 200 militantes e simpatizantes do partido “muita paciência” tendo em conta a situação financeira em que o Município se encontra.

 

Conforme noticiou a Rádio Vale do Minho, são cinco milhões de dívidas a fornecedores e um passivo que ultrapassa os 26 milhões de euros.

 

“Encontrámos situações por resolver desde 2006”, revelou o Presidente que, no passado mês de outubro, conquistou a Câmara aos socialistas após 43 anos de poder.

 

“Temos em cima da mesa problemas para resolver de obras e construções clandestinas de 2018, em Fiães, de 2022 e 2023 na Aveleira e Castro Laboreiro”, prosseguiu.

 

“Vocês não fazem ideia do que nós temos encontrado naquela Câmara!”, exclamou.

 

 

 

[crédito fotografia: Rádio Vale do Minho]

 

 

Mudança já começou

Apesar de todas as dificuldades, José Albano Domingues mostrou que o atual Executivo Municipal social-democrata já implementou várias medidas. Algumas delas “arrojadas”.

 

“Tivemos a coragem de ser coerentes e eliminar a taxa do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) relativamente aos prédios degradados. Com toda a necessidade de receita que temos, mantivemos as taxas relativas às casas de habitação em 0,32% e aumentamos para 0,45% para as torres eólicas e para outras infraestruturas de empresas de fora que têm lucros astronómicos”, elencou.

 

“Fomos tão arrojados que nem a própria plataforma da Autoridade Tributária está preparada para o que aprovamos: duas taxas diferentes. Mas tem de o fazer”, disse.

 

 

 

[crédito fotografia: Rádio Vale do Minho]

 

 

Festival de Cinema “não acrescentava nada a Melgaço”

Referiu o Presidente da Câmara que já foi também criado um vale de 25 euros por cada criança em idade escolar. Poderá ser gasto em roupa ou material no comércio local.

 

“Mais uma despesa? Não. Vamos poupar mais de 170 mil euros com o Festival de Cinema”, atirou o autarca. Longo aplauso na sala.

 

Vale recordar que, conforme foi noticiado em dezembro, o MDOC — Festival Internacional de Documentário de Melgaço não vai ter continuidade em 2026 devido à falta de financiamento da autarquia.

 

José Albano apontou baterias a quem não viu esta decisão com bons olhos.

 

“Alguns deles fartaram-se de criticar nas redes sociais e nunca puseram os pés nesse festival que não acrescentava nada a Melgaço!”, exclamou. Mais uma longa ovação.

 

Em curso, revelou o autarca, está também a instalação de um novo Centro de Inspeção Automóvel neste concelho.

 

 

[crédito fotografia: Rádio Vale do Minho]

 

 

Nova era na Festa do Alvarinho e do Fumeiro

Na reta final, o Presidente da Câmara abordou outro dos grandes temas esperados naquela noite: a transição da Festa do Alvarinho e do Fumeiro do Largo do Mercado para o Centro de Estágios.

 

Logo na primeira abordagem, nova salva de palmas na sala.

 

“Temos ali um espaço verdadeiramente idílico. Quando decidimos mudar para ali a festa, levantaram-se vozes a dizer que estávamos a tirar dinâmica ao centro da vila. Nada disso! As pessoas que vinham à festa, iam aos restaurantes de Paderne, do Peso, a Castro Laboreiro”, lembrou.

 

“A vila está a apenas 1 quilómetro do Centro de Estágios. Vamos conseguir criar ali um espaço, desenhado de raíz”, assegurou José Albano Domingues.

 

O autarca melgacense segue, assim, com um compromisso eleitoral assumido – desde logo – quando apresentou a sua candidatura à Câmara Municipal de Melgaço.

 

Foi, aliás, uma das ideias mais aplaudidas dessa noite de 14 de junho, em que o então candidato pela AD fez rebentar enorme ovação entre as mais de 300 pessoas na sala.

 

A primeira edição deste evento realizou-se em 1995, ainda no centro da vila. Começou por apresentar-se como uma mostra de produtos locais para as populações locais.

 

Com o passar dos anos, e como os dados demonstram inequivocamente, tornou-se numa festa reconhecida a nível nacional.

 

Não espanta, portanto, que em 2009 o Turismo de Portugal tenha reconhecido o seu interesse para o turismo.

 

“Temos a população connosco e os comerciantes connosco”, concluiu o autarca perante mais um longo aplauso.

 

 

 

[crédito fotografias capa: Rádio Vale do Minho]