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Melgaço

Aí estão os selos que eternizam as pesqueiras do rio Minho

20 Maio, 2024 - 12:08

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Momento aconteceu durante a Festa dos Pescadores das Pesqueiras do Rio Minho.

Foi apresentada este fim-de-semana, em Melgaço, a nova coleção de selos personalizados dos CTT Correios de Portugal, que faz homenagem à arte da pesca nas pesqueiras do rio Minho.

 

O momento aconteceu durante a Festa dos Pescadores das Pesqueiras do Rio Minho, que voltou a reunir os pescadores das pesqueiras dos dois lados da fronteira (troço compreendido entre a linha que passa pelas torres do Castelo da Lapela, em Monção – Portugal, e pela igreja do Porto, em Espanha, e o limite superior da linha fronteiriça), bem como das diversas instituições/ entidades com as quais estes mantêm relações.

 

Entre outras individualidades, marcaram presença o Vice-Presidente da Câmara Municipal, José Adriano Lima, e a Presidente da Assembleia Municipal, Fátima Pereira Esteves.

 

A coleção é composta por oito selos.

 

 

 

[Fotografia: Município Melgaço]

 

 

Do programa deste encontro,constou ainda uma visita à Quinta de Soalheiro (inicialmente estava prevista uma caminhada pelo “Trilho dos Pescadores”, mas as condições meteorológicas não permitiram a realização da mesma) e um momento de degustação de produtos endógenos da região, onde se destacaram a lampreia e o sável pescados e confecionados pelos pescadores.

 

Recorde-se que as pesqueiras do Rio Minho integram, desde novembro de 2022, o Inventário Nacional do Património Imaterial.

 

Testemunham saberes ancestrais na escolha dos melhores sítios para a sua implementação, na sua orientação em relação às correntes do rio, no processo de trabalhar a pedra e erguer os muros, na escolha das redes mais adequadas e, ainda, no sistema de partilha comunitária do seu uso.

 

As primeiras referências documentadas são do séc. XI.

 

O rio internacional concentra, nas duas margens e apenas no troço de 37 quilómetros, entre Monção e Melgaço, cerca de 900 pesqueiras (das quais cerca de 350 estão ativas), “engenhosas armadilhas” da lampreia, do sável, da truta, do salmão ou da savelha.

 

 

 

[Fotografia capa: Município Melgaço]

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