De origem comprovadamente conventual, este doce pertence ao receituário do Recolhimento de Santiago de Viana do Castelo, que acolhia, entre os século XVI e XIX, mulheres nobres da localidade, viúvas ou orfãs.
Segundo o Município local, diz a tradição que estes doces, em forma de meia-lua, eram confecionados pelas mulheres recolhidas no convento e a sua venda era feita através da “roda” do convento.
Esta roda era constituída por uma peça de madeira que existia em certas portas dos conventos e que permitia que, do lado de fora, se depositasse o que se queria enviar para o interior do convento, anonimamente, através da abertura da mesma porta.
Feitas com uma massa leve, que envolve o delicioso recheio à base de farinha de mandioca, amêndoas, gemas e açúcar, as meias-luas são daqueles doces que arrebatam pelo sabor e que não deixam sair de Viana do Castelo com a boca amarga.
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