“Já não aguentamos mais”. Estas são as palavras que a Subzone, equipa de resgate de Monção, mais ouve no concelho de Pombal, distrito de Leiria, um dos mais afetados pela depressão Kristin.
Com a depressão Marta à porta, a tristeza permanece estampada no rosto das pessoas.
“É um olhar cansado, marcado pelo medo, pela incerteza e pela sensação de impotência de quem já perdeu demasiado”, diz a Subzone à Rádio Vale do Minho.

[crédito fotografia: Subzone]

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No terreno, a equipa trabalha sem parar. Uns desobstruem caminhos, outros ajudam a tirar água de casas inundadas, outros auxiliam em tarefas de reconstrução.
Mas o mundo parece ter-se virado contra aquela gente.
“As condições atmosféricas são duras, implacáveis. A chuva não dá tréguas, o vento fustiga casas, ruas e acessos, e cada rajada parece atrasar um pouco mais a normalidade que todos desejam recuperar. A depressão Marta veio agravar um cenário que já era frágil, dificultando o avanço das operações e aumentando o sofrimento de quem está no limite”, diz a Subzone.

[crédito fotografia: Subzone]

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“Os trabalhos continuam, dia e noite, com cada ocorrência tratada como prioritária, porque para quem perdeu tudo não há prioridades secundárias”, acrescenta.
Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

[crédito fotografia: Subzone]
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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