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Galiza

Continuidade e os ‘laços’ galegos no voto regional de domingo na Galiza

17 Outubro, 2012 - 16:51

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Os 2,6 milhões de pessoas que no domingo elegem o próximo Governo regional da Galiza têm no boletim de voto a maior escolha de sempre (26 formações) mas, segundo as sondagens, ficará praticamente tudo na mesma.

Os 2,6 milhões de pessoas que no domingo elegem o próximo Governo regional da Galiza têm no boletim de voto a maior escolha de sempre (26 formações) mas, segundo as sondagens, ficará praticamente tudo na mesma.

Trata-se de uma fragmentação de ofertas eleitorais – algumas com antecedentes ou programas praticamente desconhecidos – mas que em parte demonstra o crescente distanciamento com as forças tradicionais e onde o voto em branco e nulo também pode ser recorde.

As alternativas, na prática – e na normalidade da campanha e da situação na Galiza – implicam apenas uma de duas soluções possíveis: revalidar ou até ampliar a maioria absoluta do PP ou formar uma ampla coligação sob o comando do PSOE.

Mesmo que temas regionais e conjunturais tenham marcado a campanha – até o início do julgamento do acidente do Prestige, apareceu na reta final – dois temas pairam sobre o voto: a crise e quem a gere, curiosamente também um galego, o presidente do Governo espanhol, Mariano Rajoy.

Alberto Nunes Feijóo, dirigente regional que quer revalidar o mandato à frente da Galiza, esteve entre as vozes criticas da ‘partilha’ de medidas de austeridade aprovadas em Madrid.

Este pequeno distanciamento pretendia evitar um cenário em que os socialistas depositam a sua fé: o antagonismo face às medidas de Madrid pode criar na Galiza um fenómeno idêntico ao da Andaluzia, onde o PSOE era dado como perdedor mas onde acabou por voltar a conseguir formar Governo.

Daí que, entre muitos debates sobre temas regionais – e até sobre o impacto que as novas formações políticas venham a ter – a sombra da crise económica esteve permanentemente presente na campanha.

A soberania também entrou no debate – especialmente devido às questões sobre o financiamento regional e a partilha da austeridade – e falou-se de energia, de serviços sociais e do futuro da região que, como outras de Espanha, continua a enfraquecer.

Analistas referem que, pelo menos, o resultado deverá ficar menos dependente do que no passado da espera pelo voto dos galegos no exterior que, por menor participação – e em parte pelos novos critérios de voto à distância – deverão ter menor influência.

Os dados eleitorais notam, por exemplo, que o número de eleitores recenseados caiu de 3,3 milhões (em 2009) para apenas 2,6 milhões e que dos mais de 62 mil votantes no estrangeiro há três anos, caiu para pouco mais de 23 mil os que solicitaram o boletim de voto.

Talvez por isso, as previsões apontam para uma quase reedição do parlamento que terminou: o PP com maioria e o PSOE e o BNG a manterem ou até a reduzirem o seu apoio.

O resultado agradaria aos conservadores tanto a nível regional como, especialmente a nível nacional, onde depois de menos de um ano de Governo as sondagens apontam para uma queda importante de apoio eleitoral.

E que se reflete, em parte, no tom da campanha: de um lado o PP a vender o medo sobre o que poderia implicar para a região um Governo de coligação entre socialistas e nacionalistas do BNG.

Do lado socialista o medo de que com um Governo regional do PP a austeridade se manteria e o impacto nos serviços sociais e nos setores de educação e saúde continuaria a ser significativo.

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