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Caminha

Caminha sem eólicas no mar. “Uma grande vitória do concelho”, diz Rui Lages

7 Fevereiro, 2025 - 15:01

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Ambiente.

Caminha não vai ter qualquer eólica na sua área geográfica.

 

A garantia foi deixada esta sexta-feira à Rádio Vale do Minho pelo Presidente da Câmara, Rui Lages.

 

“É uma grande vitória dos caminhenses. De todos nós que lutamos por isto”, disse o autarca visivelmente satisfeito no dia em que foi publicado em Diário da República que, no distrito de Viana do Castelo, o Plano de Afetação para as Energias Renováveis terá uma redução na área norte e eliminação na área sul.

 

 

 

[fonte: DR]

 

 

“Em resultado da ponderação efetuada, reconheceu-se a necessidade de diminuir o impacte sobre a atividade da pesca e sobre o ambiente”, refere o documento, citado pela RTP, apontando que “foi reduzida a área norte de Viana do Castelo, eliminada a área sul de Viana do Castelo, ajustada ligeiramente a área de Leixões e eliminada a zona da Ericeira”.

 

O PAER define as áreas e os volumes do espaço marítimo nacional, para a exploração comercial de energias eólicas `offshore` e tinha sido aprovado em Conselho de Ministros, em 9 de janeiro.

 

O plano foi submetido a discussão pública entre 30 de outubro e 13 de dezembro de 2023, tendo recebido 148 participações.

 

“A Câmara Municipal de Caminha em estreita articulação com a Associação de Pescadores de Vila Praia de Âncora e de Caminha participou de forma ativa na reconfiguração do polígono inicialmente traçado. Não aceitamos e, em conjunto, trabalhamos de forma árdua, persistente e insistente até que a proposta pela Câmara Municipal apresentada fosse colhida”, destacou Rui Lages à Rádio Vale do Minho.

 

“Hoje, com o documento ora aprovado, congratulamo-nos em ver a nossa posição aí vertida, tendo-se libertado do plano um dos pesqueiros mais importantes para nós, a serra do norte e, bem assim, a exclusão do concelho de Caminha no âmbito do polígono”, realçou.

 

 

[fonte: DGRM]

 

 

O projeto que teve início com o anterior Governo socialista previa a criação de um parque eólico `offshore` em Portugal, com 10 gigawatts (GW) de potência, e delimitava como possíveis áreas de exploração de energias renováveis Viana do Castelo, Leixões, Figueira da Foz, Ericeira-Cascais e Sines.

 

Várias associações do setor da pesca manifestaram preocupações quanto ao impacto nas comunidades piscatórias e fauna marinha e a Avaliação Ambiental Estratégica do projeto assumia que a instalação de eólicas `offshore` “deve conduzir ao abate de embarcações” e reduzir a pesca.

 

“Continuaremos a acompanhar o dossiê e sua evolução”, garante Rui Lages.

 

“Pretendemos que se façam as devidas avaliações ambientais, os impactos socioeconómicos e a avaliação de impacto no território, muito embora não tendo o polígono em área geográfica do concelho. Os impactos não deixaram de produzir efeitos na nossa comunidade”, disse o autarca que, sabe a Rádio Vale do Minho, tem sido felicitado por dezenas de populares e personalidades mais proeminentes do partido ao longo do dia.

 

Assim, prevê-se uma área de 229 km2 em Viana do Castelo, para uma potência de 0,8 GW, 722 km2 em Leixões (2,5 GW), 1.325 km2 na Figueira da Foz (4,6 GW), 430 km2 em Sines (1,5 GW) e 5,6 km2 em Aguçadoura.

 

 

[crédito fotografias capa: DR]