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Caminha

Bens da Regency não pagam ex

3 Abril, 2010 - 10:35

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Por 250 mil euros foi vendido todo o recheio da antiga fábrica têxtil Regency de Caminha. O valor é infimo face a uma divida de 3,5 milhões, da qual os antigos trabalhadores são o principal credor.

Os 174 antigos da Regency viram, anteontem, goradas as expectativas de ver pagas as indmnizações a que têm direito após o encerramento da firma em 31 de Dezembro de 2009. Os bens da empresa e o imóvel da fábrica têxtil, que laborou duas décadas às portas da vila de Caminha, foram colocados quinta-feira em leilão, mas apenas o recheio foi licitado por 250 mil euros. Para a compra do edificio apareceu uma proposta de 400 mil euros, muito àquem dos 849 mil euros estipulados como valor-base, pelo que a sua alienação ficou para já sem efeito.
Para Carlos Rei, que representou os trabalhadores no processo de insolvência da Regency e agora preside à Comissão de Credores, a receita resultante do leilão de "máquinas, viaturas, material acabado, fatos, rolos de tecido, linhas, agulhas e todo o interior da empresa" constitui apenas "uma pequena parcela para pagamentos num universo grande de credores". "Não resolve o problema porque não passa de uma gota no oceano", afirma, lembrando que só no que se refere a indemnizações que ficaram por pagar e que se esperava fossem supridas com a venda do património estão em causa 1,7 milhões de euros. "Os trabalhadores depositam as expectativas no imóvel, que é a única coisa que está por vender".

A Regency pertencente a uma multinacional de capitais indianos que se dedicava à confecção de fatos, já tinha a produção suspensa quando pediu a insolvência, em inícios de Dezembro, alegando dificuldades económico-financeiras. A firma queixava-se dos "efeitos da concorrência", tanto de outras empresas portugueses como da "grande oferta" do leste da Europa e Ásia, de que estaria a resultar a redução das encomendas e a falta de trabalho nos vários departamentos. Com esse argumento tinha já levado a efeito algumas medidas como antecipação e alteração de férias, redução de prémios e implementação de redução de benefícios salariais.

FONTE: JN

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