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Arcos de Valdevez

Alto Minho: Se isto não tivesse acontecido Portugal poderia não existir (momento vai ser recriado)

1 Julho, 2024 - 12:16

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Único torneio documentado na História medieval portuguesa.

Em Arcos de Valdevez não há quem nunca tenha ouvido falar do Recontro de Valdevez.

 

Trata-se de um momento considerado referencial na História de Portugal. Aconteceu em 1141.

 

Colocou frente-a-frente os exércitos de Afonso Henriques, futuro primeiro rei de Portugal, e os do seu primo Afonso VII de Leão e Castela.

 

 

 

[Fotografia: Arquivo/Município Arcos Valedevez]

 

 

Este momento do nosso passado coletivo é novamente celebrado este ano através de mais uma edição da Recriação Histórica do Recontro de Valdevez, que ocorre a 12 e 13 de Julho em Arcos de Valdevez, no Paço de Giela, numa organização do Município arcuense.

 

É uma verdadeira viagem à Idade Média e ao século XII, com dois dias cheios de dança, música, gastronomia e muita História ao vivo.

 

Terá como ponto alto este momento histórico da formação de Portugal, naquele que é o único torneio/bafordo documentado na História medieval portuguesa.

 

 

Um torneio que evitou uma Batalha

O Recontro de Valdevez, ou Torneio de Arcos de Valdevez, aconteceu no Vale do Rio Vez, em Arcos de Valdevez, quando D. Afonso Henriques rompeu a paz de Tui (1137) e invadiu território galego.

 

Em resposta, as forças de Afonso VII, imperador de Leão e Castela e seu primo, entraram em terras portuguesas arrasando os castelos à sua passagem.

 

Era sinal de uma batalha quase certa, mas o momento acabou por culminar num “bafordo”, um tipo de torneio medieval representativo da destreza dos cavaleiros envolvidos, cujo resultado da contenda era normalmente aceite por ambas as partes, evitando um desnecessário derramamento de sangue.

 

Assim aconteceu em Valdevez: os dois primos acordam uma convivência pacífica, numa lição inteligente de diplomacia e bom senso, bases fundamentais para o início da consolidação do futuro reino de Portugal e, sobretudo, de união face ao rápido avanço árabe no Sul.

 

De qualquer forma, a sorte das armas pendeu para o lado português.

 

 

 

[Fotografia: Arquivo/Município Arcos Valedevez]

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