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Alto Minho

Alto Minho: Disparam burlas no arrendamento de casa de férias (eis os números)

16 Abril, 2026 - 10:18

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Subida de 89% coloca o distrito de Viana do Castelo entre as zonas de maior incidência nesta tipologia de crime.

Durante o ano de 2025 foram registados no Alto Milho 17 casos de burla na aquisição e arrendamento de bens imóveis para épocas sazonais e de férias.

 

Foram mais oito casos relativamente ao ano anterior. Uma subida de 89% que coloca o distrito de Viana do Castelo entre as zonas de maior incidência nesta tipologia de crime mais subiu.

 

Em comunicado, a GNR avisa que “este tipo de criminalidade tende a intensificar-se, especialmente através de plataformas digitais”.

 

Em 2025, a GNR registou um total de 725 burlas desta tipologia. Embora se verifique uma ligeira redução de 5% face às 762 ocorrências de 2024, o fenómeno permanece disperso por todo o território, com especial incidência em zonas turísticas e grandes centros urbanos:

 

Relativamente a 2025, Faro lidera isolado com 153 crimes (cerca de 21% do total nacional); Setúbal registou 91 ocorrências; Lisboa com 86 ocorrências; Braga e Porto: 72 ocorrências cada.

 

 

Como funciona?

modus operandi envolve a utilização de fotografias de imóveis reais para criar anúncios fictícios com preços significativamente abaixo do mercado.

 

O objetivo é atrair as vítimas pela vantagem económica e, posteriormente, exercer pressão psicológica através do argumento de “elevada procura”.

 

Este método visa levar a vítima a efetuar um pagamento imediato (sinal) para garantir a reserva, sem qualquer contacto presencial ou visita ao imóvel.

 

A burla é frequentemente detetada apenas meses depois, quando o contacto do anunciante é desativado ou a vítima se desloca à morada, constatando que a mesma não existe ou não está disponível para arrendar.

 

A GNR reforça que a prevenção é a melhor ferramenta contra este crime. Antes de qualquer pagamento:

  • Desconfie de “Negócios Irresistíveis”: Preços muito abaixo da média da zona são o primeiro sinal de alerta.
  • Visite presencialmente: Solicite sempre uma visita ao imóvel. Se o proprietário apresentar reservas ou desculpas sistemáticas, desconfie.
  • Investigue o anúncio: Pesquise se as mesmas fotografias aparecem em diferentes plataformas com contactos ou preços distintos.
  • Valide a identidade: Peça a identificação do anunciante e verifique se o titular da conta bancária para o pagamento corresponde ao nome fornecido.
  • Cuidado com a pressão: Não ceda a pedidos de sinalização imediata sob o pretexto de haver “muitos interessados”.

 

 

No período de 2024 e 2025, o empenhamento operacional da Guarda permitiu a detenção de três suspeitos ligados a estas atividades ilícitas.

 

A GNR apela a todos os cidadãos que, caso sejam vítimas ou detetem atividades suspeitas, formalizem a respetiva denúncia junto de qualquer posto policial.

 

 

[crédito fotografia: ilustrativa/DR]