Vem aí mais uma Festa da História em Vila Nova de Cerveira. Vai acontecer de 13 a 16 de agosto e o concelho volta à Era Viking.
Mas o que têm os vikings a ver com o rio Minho? Muito.
Estes guerreiros nórdicos chegaram à Península Ibérica no ano 840. Desembarcaram na Galiza e, contam historiadores, terão ficado encantados com a já existente Torre de Hércules. Pouparam este grandioso monumento ainda hoje em pé, perfeitamente funcional.
Um século depois, estes invasores continuavam por cá. Chegaram ao sul da Galiza e saquearam totalmente Tui.
Percorreram o rio Minho e terão deixado vestígios da sua passagem Melgaço, no Monte do Prado, onde existem cabeças esculpidas cuja autoria é-lhes atribuída por vários especialistas.
Ainda hoje não está determinada a razão verdadeira que levou ao fim dos ataques vikings na Península Ibérica.
Há quem defenda que, por volta do ano 1000, os nórdicos aceitaram a fé cristã. No entanto outros existem a considerar que, em vez de prosseguir com os ataques, optaram por negociar e até comercializar com os restantes reinos da Europa.
A partir de 13 de agosto, as ruas do centro histórico de Vila Nova de Cerveira transformam-se num cenário digno das grandes sagas nórdicas.
Mercadores, artesãos, guerreiros, valquírias, völvas e personagens lendárias devolvem vida à Era Viking, enquanto o som dos tambores, os espetáculos itinerantes, os rituais ancestrais e o fogo envolvem cada visitante numa experiência única. Entre batalhas, usos e costumes e sabores tradicionais, cada recanto reserva uma surpresa.
A abertura acontece na quinta-feira, 13 de agosto, com uma arruada musical e uma Invasão Viking, dando início a um programa recheado de performances itinerantes, música, espetáculos de fogo e personagens que percorrem as ruas, envolvendo visitantes e comerciantes numa atmosfera de aventura.
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