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Caminha

VP Âncora: Reconfiguração do Porto de Mar vai ser liderada por especialista do IST

1 Fevereiro, 2022 - 00:37

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Garante “competência e isenção”.

Dando seguimento ao compromisso assumido pelo Governo no verão passado, a Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM) e a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), em coordenação com a Câmara Municipal de Caminha, deslocaram-se a Vila Praia de Âncora para reunir com pescadores na sede da Associação de Pescadores Profissionais e Desportivos daquela localidade.

 

Em cima da mesa esteve a dragagem efetuada ao Porto de Mar que permitiu extrair cerca de cem mil metros cúbicos do seu interior que foram depositados no cordão da Duna dos Caldeirões mas, sobretudo, debater os pressupostos e soluções do estudo de reconfiguração do Portinho de Vila Praia de Âncora há muito desejado pelos pescadores e pelo Município.

 

“Estamos a cumprir com a nossa palavra e estamos, sobretudo, a cumprir com o nosso dever. Desde que cheguei à Câmara de Caminha, sempre ouvi os pescadores profissionais e desportivos de Vila Praia de Âncora dizerem que o desenho do Portinho estava errado, que estavam pior com o novo Porto de Mar do que estava antes de ele ser construído e que nunca tinham sido ouvidos por parte das instituições, mesmo das autárquicas. Agora o estudo está a avançar como tinha sido prometido, e os pescadores estão a ser ouvidos e vão contribuir para a solução”, disse o presidente da Câmara de Caminha, Miguel Alves.

 

A liderar a equipa que vai elaborar o estudo, está o Professor Trigo Teixeira, do Instituto Superior Técnico, dando garantia de “competência e de isenção”. O objetivo do trabalho dos especialistas é propor uma nova configuração para o porto de Vila Praia Âncora de forma a minimizar as condições de assoreamento, reduzir substancialmente as necessidades de dragagem de manutenção, e, sobretudo, melhorar as condições de segurança para as embarcações no acesso ao porto.

 

Do estudo deverá resultar o desenho de um novo layout do porto, já com as correções necessárias, com vista a proceder-se à respetiva avaliação de impacte ambiental e depois à concretização das intervenções conjuntas DGRM/APA nos molhes de proteção.

 

Durante a visita técnica efetuada, ficou clara a importância da dragagem realizada até ao final de dezembro, mas também as suas limitações, decorrentes da morfologia do porto e do permanente movimento de sedimentos.

 

“A presença no local foi essencial para os responsáveis da DGRM e da APA perceberem que, infelizmente, é preciso continuar a fazer dragagens e que elas têm que acontecer já este ano. O contrato de dragagens que assinamos há uns meses no Cineteatro dos Bombeiros de Vila Praia de Âncora vai ser muito útil para podermos garantir que, após o tempo de invernia, se possa reforçar  o investimento de dragagem já efetuado. Só assim podemos dar mais garantias de navegabilidade e segurança de forma imediata”, prosseguiu Miguel Alves.

 

O autarca de Caminha não quis deixar de elogiar “a persistência e trabalho da Associação de Pescadores e a resiliência e contributo dos diferentes pescadores que nos ajudaram a refletir sobre o que é necessário fazer. A realização deste estudo é uma grande vitória da comunidade piscatória”.

 

A última dragagem efetuada em Vila Praia de Âncora resultou num investimento de 1.722.000 euros, financiado pelo POSEUR e com a DGRM a suportar a componente nacional (455.829 euros).

 

O contrato para dragagem do Portinho está já assinado e garante a manutenção da infraestrutura até 2023. Tendo em conta a observação feita no local, o volume de movimentação de areias previstas para este ano será revisto.

 

 

[Fotografia: Município Caminha]

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