Foi inaugurado esta sábado, em Valença, o novo Centro de Recolha Oficial (CRO) de Animais de Companhia. Está instalado no Parque Empresarial de Gandra.
O equipamento tem capacidade para acolher até 53 cães e gatos, representou um investimento de cerca de 265 mil euros e pretende reforçar a resposta à problemática dos animais errantes no concelho, criando condições para a recolha, acolhimento e tratamento dos animais, bem como para ações de controlo populacional e promoção da adoção responsável.
“Sabemos o que custa encontrar um animal abandonado e não ter onde acolhê-lo. Este momento tem um significado especial para quem, durante anos, procurou ajudar com os meios de que dispunha. Queremos que este centro corresponda a essa dedicação e que cada animal encontre aqui a proteção e os cuidados de que precisa, enquanto espera por uma família que o acolha”, disse o Presidente da Câmara, José Manuel Carpinteira.

[crédito fotografia: Rádio Vale do Minho]
O CRO Valença dispõe de instalações diferenciadas para as duas espécies. A área destinada aos cães conta com 20 jaulas individuais, duas jaulas destinadas a cadelas com ninhadas e zonas de parque exterior, permitindo aos animais dispor de espaços para circulação.
O gatil dispõe de sete jaulas para gatos e uma jaula destinada a gatas com ninhada ou em gestação, complementadas por uma área exterior de recreio.
O centro inclui ainda zona de receção, salas de esterilização, espaços para banho e tosquia e áreas de armazenamento, reunindo as condições necessárias ao acolhimento e acompanhamento dos animais recolhidos.
“O bem-estar animal tem estado na agenda da nossa ação municipal. Criamos um regulamento de apoio a esterelização e vacinação anti-rábica de animais de companhia, reforçamos a identificação de animais encontrados e respetiva identificação dos seus responsáveis, colocamos abrigos para gatos na fortaleza e a este percurso junta-se a criação, em breve, de um parque canino”, elencou ainda Carpinteia.
A construção do novo CRO foi financiado pelo Fundo Ambiental, através do Instituto, da Conservação, da Natureza e das Florestas (ICNF).
A entrada em funcionamento deste equipamento concretiza uma antiga pretensão do município e das associações ligadas à proteção animal, que têm vindo a defender o reforço da capacidade de resposta local relativamente aos animais errantes.
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