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Presidenciais

Soares ou Freitas? Presidenciais mais épicas aconteceram há 40 anos [FOTOS]

26 Janeiro, 2026 - 07:17

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Foram necessárias duas voltas.

Aconteceu no dia 26 de janeiro de 1986. Os portugueses foram chamados às urnas para votar naquelas que foram as eleições presidenciais mais memoráveis de sempre.

 

Apresentavam-se como candidatos Diogo Freitas do Amaral (apoiado pelo PSD e também pelo CDS), o então antigo Primeiro-Ministro Mário Soares (apoiado pelo PS), a então antiga Primeira-Ministra Maria de Lourdes Pintasilgo, e Francisco Salgado Zenha (com o apoio do PRD).

 

Mário Soares parecia completamente descartado entre os possíveis vencedores.

 

Na altura da apresentação da candidatura, não contava com mais de 5% das intenções de voto.

 

No Alto Minho, a vitória de Freitas do Amaral durante a primeira volta foi esmagadora: 58,6% contra os 23,6% de Mário Soares.

 

 

[crédito fotografia: DR]

 

Nos resultados nacionais, Freitas terminou a primeira volta com clara vantagem, com 46,3% – cerca de 20 pontos distanciavam-no de Soares, que conquistou 25,4% -, ficando apenas a quatro pontos da maioria absoluta.

 

Recolheu 2.629.597 votos, enquanto o candidato apoiado pelo PS obteve 1.443.683 votos. Já Zenha conseguiu alcançar 20,8%, enquanto Pintasilgo não foi além dos 7,4%.

 

Era necessária uma segunda volta entre os dois mais votados para decidir o vencedor.

 

 

 

[crédito fotografia: DR]

 

 

 

[crédito fotografia: DR]

 

 

Segunda volta épica

A segunda volta, realizada a 16 de fevereiro, trouxe a surpresa mais épica. Os votos da esquerda concentraram-se em Mário Soares.

 

Para a memória ficou o dia 2 de fevereiro, data em que o Partido Comunista Português realizou o XI Congresso Extraordinário.

 

“Se for preciso tapem a cara [de Soares no boletim de voto] com uma mão e votem com a outra”, apelou Álvaro Cunhal, então líder do partido, aos militantes. As palavras surtiram um efeito extraordinário a favor de Soares.

 

No Alto Minho, Diogo Freitas do Amaral volta a vencer com 61,6% dos votos. Mário Soares obtém 38,4.

 

 

 

[crédito fotografia: DR]

 

 

Só durante a madrugada de 17 de fevereiro é que o apuramento ficou concluído: Soares, com 51,18% (que correspondia a 3.010.756 votos) e Freitas com 48,8 % (o que significava uma fatia de 2.872.064).

 

Mário Soares tornou-se assim o “Presidente de todos os portugueses” – como o próprio referiu no discurso da vitória.

 

 

[crédito fotografia: DR]

 

A 10 de março de 1986 tomou posse como 17.º Presidente da República Portuguesa. Em 1991 foi reeleito logo à primeira volta.

 

 

 

[crédito fotografias capa: DR]