A GNR registou no primeiro trimestre do ano cerca de 300 burlas, em que os autores se fizeram passar por funcionários de diversas entidades ou agentes da autoridade, e mais de 670 burlas informáticas, tendo detido duas pessoas.
Em comunicado, a GNR explica que nas mais de 670 burlas informáticas, os burlões conseguiram obter dados das vítimas de forma ilícita.
A guarda alerta, no comunicado, para a “profissionalização crescente” destas pessoas, que recorrem a mecanismos de manipulação psicológica e a uma técnica (‘spoofing’) em que falsificam a origem da comunicação para simular uma fonte legítima e confiável.
Nas “burlas por falso funcionário”, em 44 situações, os burlões fizeram-se passar por trabalhadores de entidades bancárias, tendo conseguido enganar as vítimas em 75% dos casos, e em 36 situações fingiram ser agentes das autoridades (GNR/PSP e Polícia Judiciária), com sucesso em 86% dos casos.
Nos primeiros três meses do ano foram registados também 16 casos em que os burlões se fizeram passar por funcionários de serviços de energia e 20 em que fingiram ser de serviços de saúde ou da Segurança Social.
A GNR explica que a burla por manipulação técnica, o burlão, por exemplo, faz com que no visor do telemóvel da vítima apareça um nome ou número que aparenta ser de uma instituição oficial.
A GNR refere que tem acompanhado com preocupação a evolução das burlas informáticas e nas comunicações e avisa que a crescente digitalização trouxe benefícios inegáveis, mas permitiu também o surgimento de criminosos “altamente especializados” que exploram a arte de manipular as pessoas para que comprometam a sua segurança.
A GNR alerta a população para a necessidade de adotar comportamentos segurança, nomeadamente verificar a autenticidade de contactos e não partilhar dados pessoais ou bancários sem confirmação prévia.
Lembra que nenhuma entidade oficial ou bancária solicita códigos de segurança, palavras-passe ou transferências imediatas por telefone ou SMS, apelando a que nunca se faculte dados pessoais, bancários ou códigos de segurança, mesmo que o contacto aparente vir de um banco, empresa conhecida ou de uma entidade pública.
Pede ainda à população que desconfie sempre que o contacto que recebe tenha um tom de urgência ou ameaçador, nunca clicando en ‘links’ recebidos por SMS ou por email, e pede que não se devolva chamadas para números desconhecidos e que se bloqueie e apague mensagens ou chamadas suspeitas.
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