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Norte

Rui Moreira propõe liga de cidades do Norte do País

23 Outubro, 2013 - 08:53

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O autarca propõe “a criação de uma Liga de Cidades que vá do Porto a Bragança, passando, entre outras, por Viana do Castelo, por Braga, e Guimarães, por Chaves e Vila Real, num traço contínuo” que una o Norte.

O novo presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, afirmou hoje querer um “Porto livre”, que assuma um papel agregador, propondo a criação de uma liga de cidades do Norte do país.

“O Porto, o Porto livre, pode, e mais do que pode, deve, assumir um papel agregador, deixando claro que não tem a pretensão do domínio, e que não aspira senão a ser capital de si mesmo”, afirmou Rui Moreira esta tarde, no seu discurso de tomada de posse.

O autarca propõe “a criação de uma Liga de Cidades que vá do Porto a Bragança, passando, entre outras, por Viana do Castelo, por Braga, e Guimarães, por Chaves e Vila Real, num traço contínuo” que una o Norte.

Para Rui Moreira, cada cidade deve compreender e aceitar que, “se de alguma forma não se unir com outras cidades em torno de interesses que são comuns e partilhados, ficará menos forte, mais limitada estrategicamente, mais isolada”.

“Só assim, acredito, a região Norte, que indiscutivelmente partilha interesses, problemas e um destino comum, poderá ter hipótese de reivindicar com eficiência e de forma consistente aqueles que são os seus direitos e aspirações legítimos”, sustentou.

O presidente da autarquia entende que “as regiões e as cidades assumirão um papel cada vez mais relevante, porventura até mais do que as unidades estaduais”.

“Com a diluição das fronteiras físicas ou jurídicas, com uma desterritorialização acelerada do poder e das suas funções, as cidades definem afinidades e estratégias de partilha de conhecimento, desenvolvimento e crescimento cada vez menos condicionadas por cânones até há pouco sacralizados”, acrescentou.

Considerou que, “no atual quadro geopolítico”, é necessário que cidades como o Porto “sejam livres, no sentido histórico de cidades autónomas e abertas, abertas às outras cidades, abertas ao comércio livre e à tolerância de religiões, crenças e costumes”.

“A cidade livre não vive em autarcia: e fenece ou até morre se, de forma insensata, acreditar que pode fechar-se recusando abrir-se aos outros”, disse, adiantando ser, assim, necessário “alcançar consensos” que permitam reforçar os poderes do Conselho Metropolitano do Porto (antiga Junta Metropolitana).

Rui Moreira defendeu ainda o desenvolvimento, “sem complexos, de uma agenda supramunicipal”, bem como “políticas ou consensos transmunicipais” e “a existência coerente de uma pluralidade de círculos concêntricos relacionais e estratégicos que, se se vão na aparência afastando, não se deixam limitar ou condicionar pela distância física”.

“Um Portugal moderno e desenvolvido é um Portugal subsidiário, onde todos são respeitados e no qual as necessidades de todos são tidas em consideração. Um Portugal democrático é um país onde o poder local assume, plenamente, o seu papel: de verdadeiro fator de equilíbrio, de crescimento e de progresso”, concluiu.

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