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Pandemia 1918: Toda a gente estava farta – Saíram à rua… e estragaram tudo

1 Maio, 2020 - 09:49

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Há 102 anos, o mundo enfrentava uma das piores pandemias de sempre. Provocada pelo vírus Influenza, a gripe pneumónica ceifou 100 milhões de vidas em todo o planeta. As condições não eram as mesmas de hoje, como é evidente. Nem nas unidades hospitalares, nem em casa.

Se nos hospitais faltava praticamente tudo, em casa não havia internet. Nem séries da Netflix. Não havia nada. Logo, o tédio provocado pelo confinamento era indiscutivelmente maior. As pessoas estavam fartas.

Conforme conta o jornal Dinheiro Vivo, em artigo de opinião assinado por Ana Rita Guerra, foi ao meio-dia de 21 de novembro de 1918 que em São Francisco, nos Estados Unidos da América (EUA), soaram as sirenes. Finalmente o fim do confinamento! Tinha sido um ano muito duro devido àquela doença. A Grande Guerra tinha terminado há 10 dias e o povo ainda nem sequer tinha saído às ruas para festejar.

Finalmente. Por fim a abençoada sirene! Acabou… E o povo, conta a autora, saiu de rompante para a rua. Restaurantes e bares encheram-se de gente. As máscaras foram lançadas para o lixo e a euforia era total. Teatros cheios. Ruas apinhadas. As autoridades de saúde acreditavam que a situação estava totalmente controlada.

O que aconteceu a seguir? Bastaram algumas semanas para a cidade estar novamente a braços com uma “subida em flecha de novos infetados”, escreve Ana Rita Guerra.

“Quando as autoridades tentaram reativar as medidas obrigatórias, como o uso de máscaras, a população resistiu”, conta. “Houve protestos. A Liga Anti-Máscara fez campanha contra a ordem”.

A população, farta de estar em casa, recusava-se a regressar ao confinamento. Resultado: São Francisco tornou-se a cidade mais atingida pela pandemia em todos os EUA – 45 mil infetados e três mil mortos.

“Mais de 100 anos depois, é notável concluir que muito pouco mudou na reação a um surto viral altamente contagioso e mortífero. Sabemos que a pneumónica circulou durante dois anos, teve três vagas e que a segunda foi a mais fatal”, avisa Ana Rita Guerra.

“A História repete-se perenemente; todavia, ainda vamos a tempo de usar os exemplos de há cem anos para evitar catástrofes maiores. Perceber que não haverá um botão de ligar que se pode premir e instantaneamente ter a vida que levávamos antes”, considera.

“Tudo isto tem sido duro demais para deitar a perder com uma atitude de tudo ou nada, em que ou se está a falar com as plantas durante um mês fechado em casa ou está tudo nos sunsets com uma cerveja na mão. Porque uma coisa é certa: depois de sair do confinamento, será muito mais difícil voltar a ele“, aponta a autora.

A Gripe de 1918 (Gripe Espanhola) foi uma pandemia que atingiu quase toda a parte do planeta. Foi causada por uma estirpe do vírus Influenza, no subtipo H1N1. Estima-se que tenha causado perto de 100 milhões de mortos em todo o mundo.

Em Portugal o número oficial de vítimas foi superior a 60 mil.  Entre estas, os irmãos Jacinta e Francisco Marto, pastorinhos de Fátima.

 

Leia ou releia mais sobre os efeitos da Pandemia de 1918 no Vale do Minho AQUI

 

[Fotografia: San Francisco Chronichle / DR]

 

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