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País: Os carros registados nestes anos são os mais assaltados para roubo de catalisador

8 Outubro, 2021 - 14:56

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Técnicas são “cada vez mais audaciosas”, diz a PSP.

Os assaltos a carros para roubo de catalisador têm aumentado, o que poderá ser explicado pelos elevados preços dos metais presentes no dispositivo. Em 2020 a PSP recebeu 839 queixas, já este ano, só até agosto, foram 3.206.

 

De acordo com a PSP, este tipo de crimes tem ocorrido em todo o país, mas com particular incidência na Área Metropolitana de Lisboa. Quanto aos carros, a polícia adiantou também que os mais atingidos por este tipo de crime são “os registados entre 1998 e 2001”.

 

Segundo o Diário de Notícias, só até agosto deste ano, a PSP já recebeu 3206 queixas sobre carros que foram assaltados e ficaram sem catalisador, enquanto em 2020 839 pessoas apresentaram queixa.

 

O catalisador é um dispositivo que filtra as emissões tóxicas do motor e as transforma em gases mais limpos – H2O, CO2 ou nitrogénio.

 

O motivo deste tipo de furto é, segundo a publicação, retirar os metais preciosos – platina, paládio e ródio – que fazem parte do catalisador, já que têm um elevado valor de mercado. De acordo com o DN, ontem, a platina estava cotada a 27,34 euros o grama, o paládio a 39,65 euros e o ródio já chegou a atingir os 50 euros o grama, com valor superior ao do ouro.

 

O elevado aumento destes assaltos durante este ano levou a Polícia de Segurança Pública a criar equipas especializadas para investigar este crime – as Equipas Regionais de Investigação à Criminalidade Automóvel (SRICA). Até setembro, estas equipas referenciaram 449 suspeitos de participarem nesta atividade – desde pessoas que retiraram os catalisadores, a quem recebe esses equipamentos, quem os revende e os que “dissimulam a proveniência dos lucros (branqueamento de capitais)”. As SRICA recuperaram ainda cerca de mil catalisadores roubados.

 

A PSP reconhece que a atuação é cada vez mais ousada. “As técnicas utilizadas estão em constante evolução e são cada vez mais audaciosas, havendo registos de casos de tentativa de furto destes componentes em veículos estacionados em locais com assinalável passagem de pessoas e/ou em plena luz do dia”.

 

 

[Fotografia: Ilustrativa/DR]

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