Morreu no passado sábado o empresário Paulo Mirpuri, que chegou a ser apontado como novo dono do Palácio da Brejoeira, em Monção.
O anúncio foi feito pela companhia aérea portuguesa HiFly, fundada pelo próprio.
“Hoje compartilhamos a triste notícia do falecimento do nosso presidente e fundador, Dr Paulo Mirpuri. Mais do que um líder visionário, ele era uma pessoa inspiradora e profundamente respeitada que deixou uma marca duradoura em todos os que tiveram o privilégio de trabalhar com ele. Conhecido por sua calma, sua capacidade de ouvir e sua confiança nas pessoas, ele liderou com humanidade, integridade e propósito”, lê-se.
“Nos últimos meses, devido à doença, as responsabilidades de liderança foram assumidas pelo vice-presidente Carlos Mirpuri, que continuará a liderar o Grupo com estabilidade, garantindo que ele permaneça forte, resiliente e firme no curso”, acrescenta a empresa.

Recorde-se que foi precisamente há um ano, no início de Maio de 2025, que o jornal Público deu conta que que aquele emblemático palácio tinha sido comprado pela família Mirpuri, dona da companhia de aviação Hi Fly.
Conforme apurou a Rádio Vale do Minho, era a esta companhia que pertencia o helicóptero que em Julho de 2024 pousou à entrada do Palácio [na foto principal].
Os luso-indianos Mirpuri ficaram conhecidos com a criação da Air Luxor, uma companhia de aviação que chegou a querer disputar a hegemonia da TAP mas que acabou insolvente.
Paulo Mirpuri era o líder desta rede empresarial. Era médico, piloto de aviação (trabalhou na TAP) e apresentado pelo próprio grupo como sendo um “homem de negócios e filantropo”.
A compra da Brejoeira por parte dos Mirpuri nunca terá chegado a concretizar-se.
Desconhece-se se existem já novos interessados neste icónico edifício. Recorde-se que, quando foi posto à venda, em 2021, o montante rondava 25 milhões de euros.
Sobre a Brejoeira
O palácio é um edifício de estilo Neoclássico, ainda com influência barroca, foi mandado construir no início do século XIX, por Luís Pereira Velho de Moscoso, Fidalgo da Casa Real e Cavaleiro da Ordem de Cristo, entre outras funções honrosa no seio da comunidade Monçanense.
Este mandou edificar o Palácio da Brejoeira, numa antiga quinta de família chamada Quinta do Vale da Rosa.
A Brejoeira sempre produziu vinho, embora sem a importância que assumiu a partir de 1976, altura em que foi lançada a marca PALÁCIO DA BREJOEIRA.
Antes da instalação da vinha de Alvarinho,o vinho era destinado ao consumo familiar ou vendido a granel para pequenas mercearias, com as castas Bracelho, Pedral e Negrão (Vinhão).
Em 1964, Maria Hermínia d’Oliveira Paes procurou o Engenheiro João Simões de Vasconcelos, com quem se aconselhou, iniciando nesse ano,com a assessoria deste na vinicultura, a plantação dos primeiros hectares de vinho Alvarinho.
Contou mais tarde com o apoio do Engenheiro Agrónomo Amândio Galhano, na enologia.
Já em 1974, Maria Hermínia d’Oliveira Paes construiu uma adega com todas as condições necessárias para a produção de vinho Alvarinho e dois anos mais tarde, em 1976, o seu sonho é realizado: é lançado o PALÁCIO DA BREJOEIRA Alvarinho, engarrafado na origem.
Em 2010 abriu pela primeira vez ao público visitas guiadas.
Maria Hermínia d’Oliveira Paes residiu na área privada do Palácio até à data do seu falecimento, que ocorreu a 30 de dezembro de 2015.
Comentários: 0
0
0