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Monção/Melgaço

Monção/Melgaço: Mulheres “consomem, produzem, compram e conhecem cada vez mais” os vinhos

8 Março, 2023 - 22:37

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Dia Internacional da Mulher.

As mulheres “consomem, produzem, compram e conhecem cada vez mais” os vinhos. É o que considera a Real Confraria do Vinho Alvarinho (RCVA) que, esta quarta-feira, assinalou nas redes sociais o Dia Internacional da Mulher.

 

“As mulheres estão a dar cartas em todas as áreas e, no mundo dos vinhos, não poderia ser diferente”, refere aquela Confraria destacando o facto de que o mito do “vinho de mulheres” está totalmente derrubado.

 

“Nos últimos tempos, o cenário vitivinícola mundial, que um dia já foi predominantemente masculino, está a mudar. Para melhor!”, considera.

 

 

“Papel importante na história do vinho”

Recorda a RCVA que “as mulheres sempre tiveram um papel importante na história do vinho desde a Antiguidade”.

 

“Na Antiguidade já apareceram as primeiras mulheres sommelier, há 3.000 anos, na Babilónia. Também no Egito, várias gravuras atestam o lugar importante do sexo feminino no trabalho da videira. Além de beber essa bebida alcoólica, seu papel era escolher e servi-la. E isso na mais estrita igualdade”, conta a Confraria.

 

O mesmo já não acontecia com as sociedades grega e romana.

 

“As mulheres, não sendo consideradas cidadãs, não tinham permissão para se entregar a esse tipo de prazer. Portanto, parece que o ponto de ruptura é neste período da história. Tudo o que se referia ao vinho passou a ser assunto dos deuses e dos homens. O papel da mulher limitava-se a servir vinho. Excluídas dos simpósios, as mulheres só provavam o vinho em segredo, fora da vista dos homens e por sua própria conta e risco (algumas perderam a vida!)”.

 

 

Enologia

De regresso à atualidade, a RCVA congratula-se pelo facto de que “as mulheres estão mais propensas a seguir o caminho das vinhas e da enologia. Cada vez mais estão a assumir as propriedades de seus ancestrais como herança, ou mesmo optando por estudar enologia na universidade”.

 

“Da produção à comercialização, toda a cadeia do mundo do vinho está a ter participação feminina, mesmo que às vezes o ambiente seja difícil de penetrar”, atesta a RCVA.

 

A Real Confraria do Vinho Alvarinho, fundada em 2007, é uma entidade de direito privado que tem como objetivo a valorização e defesa do vinho Alvarinho, produzido na Sub-Região de Monção e Melgaço, preservando a autenticidade deste território através da divulgação do seu património vinícola.

 

 

 

[Fotografia: Ilustrativa/DR]

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