O Município de Monção anunciou esta quinta-feira a abertura do procedimento para a exploração do Ecoparque de Tangil, naquele concelho.
O prazo de concessão é de 5 anos, renováveis por períodos sucessivos de 1 ano.
As propostas deverão dar entrada no Município de Monção (Balcão Único de Atendimento), Edifício do Loreto, até às 16h15, do dia 20 de março, sexta-feira, podendo ser remetidas por correio eletrónico com aviso de receção.
Recorde-se que a construção do novo Ecoparque de Tangil arrancou em maio do ano passado.
O investimento ultrapassa os 200 mil euros.
O edital, programa de concurso e formulário de candidatura podem ser acedidos AQUI [clique para abrir].
A obra deverá estar prestes a ser concluída e “tem como finalidade a otimização daquele espaço ribeirinho, junto à ponte de Tangil, atribuindo-lhe novas funções de fruição e recreio, com enfoque na educação e sensibilização ambiental, potenciando a sua utilização pela população local e visitantes”, conforme explicou o Município.
“Com responsabilidade social e ambiental, a criação do Ecoparque de Tangil introduz um fator de inovação e diversificação, contribuindo, por um lado, para aumentar a capacidade de oferta de animação turística na região e, por outro, para gerar novas oportunidades económicas proporcionadas pela estrutura ao longo do ano”, acrescenta.
Aproveitando a topografia do terreno de implantação, disposto em três patamares alinhados com o corredor fluvial, o Ecoparque de Tangil distingue três zonas distintas, onde “encaixam” as diferentes intervenções em fase de execução.

[crédito fotografia: cedida à Rádio Vale do Minho]
O primeiro patamar destina-se à criação de uma área de aparcamento e acesso pedonal, bem como um anfiteatro ao ar livre, com funções polivalentes, para receber atividades de educação ambiental, palestras temáticas e pequenas mostras de produtos ligados à região.
No segundo patamar, localiza-se o edifício de apoio a toda atividade, sendo constituído por serviços sanitários e uma sala principal que, em sistema de openspace, engloba receção, loja comunitária, espaço expositivo e bar gastronómico.
Este nível integra, ainda, as áreas funcionais destinadas ao lazer e fruição da natureza envolvente, nomeadamente, circuito ecoaventura, oficina ecológica e área social/artística.
A intervenção no terceiro patamar, junto à “borda” do rio, assume um caráter minimalista, envolvendo a limpeza das margens e do coberto vegetal existente, a erradicação das espécies infestantes e a valorização da galeria ripícola e vegetação autóctone.
Um espaço de “experiências genuínas”
Partindo da realidade socioeconómica e territorial de Tangil, vigente nos usos e costumes ancestrais, o investimento em curso considerou “a atual tendência do turismo mundial, aberta a experiências genuínas, através de práticas e testemunhos com base local”.
Uma forma de conhecer e explorar a identidade especifica de cada território “que, progressivamente, tem contribuído para uma crescente valorização dos espaços rurais, da sustentabilidade ambiental, da cultura popular, do património construído, dos produtos da terra e das histórias com rosto”.
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