PUBLICIDADE
AVANÇAR

Menu

+

0

0

Monção

Monção: Especialistas alertam que institucionalizar os idosos “deve ser sempre a última opção”

18 Outubro, 2021 - 17:43

2127

0

Projeto ASAS apresentado em seminário promovido pelo CLDS-4G Monção.

Institucionalizar os idosos “deve ser sempre a última opção”. Foi uma das grandes conclusões saídas do seminário intitulado Acompanhamento Maior. A iniciativa, promovida pelo CLDS-4G Monção, pretendeu assinalar o Dia Internacional do Idoso [1 de outubro]. Debruçou-se sobre as questões do envelhecimento ativo e como conceptualizar o valor e o lugar do idoso na sociedade.

 

“Temos um grande trabalho pela frente. A formação não está entre as prioridades das instituições”, lamentou Ricardo Pocinho, da Associação Nacional de Gerontologia Social (ANGES), em declarações à Rádio Vale do Minho.

 

O responsável alerta para um “país envelhecido” e que tem de “olhar para esse desafio do envelhecimento não como uma problemática mas como um desafio enorme de nos adaptarmos a estes tempos”.

 

Uma adaptação que, referiu Ricardo Pocinho, passa pelo projeto ASAS, criado pela ANGES. O objetivo, explicou, passa por “garantir ensino à distância para idosos referenciados com uma universidade sénior virtual, um projeto de resposta às medidas de distanciamento social motivadas pela pandemia de COVID-19, mas atrasado e dificultado pelo confinamento”.

 

Para já, o ASAS foi implementado no distrito de Braga. No entanto, conforme deu conta Sílvia Silva, também da ANGES, está a ter enorme êxito.

 

“Permite com que os idosos, em casa, tenham acesso a atividades. É um projeto que conta com um leque variado de técnicos que todos os dias interagem com os idosos nas mais diversas áreas que vão desde a estimulação cognitiva, exercícios de memória, exercícios físicos, passando pelo acompanhamento psicológico até ao acompanhamento da nutrição”, disse.

 

Porém, tudo isto implica mexer num computador. “Precisamos também de trabalhar essa iliteracia, que eles ainda não têm”, defendeu Sílvia Silva visivelmente satisfeita com os resultados que o ASAS está a ter no distrito de Braga.

 

A meta passa agora por estender o projeto a nível nacional.

 

O vice-presidente da Câmara de Monção, João Oliveira, mostrou-se bastante agradado com este projeto mas realçou que o Município tem também dado muita atenção a esta área do envelhecimento ativo.

 

“Temos vindo a desenvolver várias estratégias na promoção do envelhecimento ativo. Infelizmente a pandemia obrigou-nos a suspender muitas dessas ações que estão, felizmente, agora a regressar. Iremos recuperar, por exemplo, o nosso projeto do Olympics4all que tem tido forte adesão e um papel importante neste capítulo”, recordou.

 

“Sempre procuramos promover a fixação dos idosos nas suas casas. A institucionalização deve ser sempre a última resposta”, considera o vice-Presidente.

 

“E isso também coloca novos desafios às instituições. Faz com que as pessoas, quando chegam às instituições, tenham um grau de dependência muito maior o que implicará a prestação de um serviço muito mais personalizado”.

 

A ANGES é uma associação sem fins lucrativos fundada em 30 de julho de 2012, em Coimbra, com o objetivo de intervir nos planos da Gerontologia Social, procurando promover “um envelhecimento ativo e bem-sucedido, nas suas mais diversas formas”.

 

A associação tem como fim colaborar com os poderes públicos e privados, nos planos de intervenção relacionados com as organizações sociais, independentemente da tipologia de resposta social.

 

 

[Fotografia: Cedida à Rádio Vale do Minho]

Últimas