A Adega de Monção recebeu este ano cerca de 10 milhões de quilos [10 mil toneladas] de uvas da casta Alvarinho por parte dos produtores associados. É o maior número de sempre.
“Daria mais de um quilo por cada português residente em Portugal continental”, apontou à Rádio Vale do Minho o Presidente da Adega Cooperativa, Armando Fontainhas.
Em jeito de balanço da época de vindimas, o responsável mostrou-se radiante.
“Foi um ano excelente. Uma produção muito maior que os anos anteriores, motivada por um ano vitícola muito bom. Soma-se ainda a entrada em produção do emparcelamento de Barroças e Taias e também de Moreira que são duas áreas bastante grandes e com enorme impacto na produção da adega”, disse.
O futuro avizinha-se risonho para a Adega. “Vamos ter uma produção enorme. Rondará os oito milhões de garrafas”, gizou Armando Fontainhas.
A grande fatia da produção da Adega de Monção vai, como é evidente, para o mercado nacional. Na linha da frente está o icónico Muralhas de Monção, que junta as castas Alvarinho e Trajadura.
Na porção que vai para o resto do mundo, os suecos são atualmente os maiores clientes da Adega de Monção.
Outra parte da produção vai seguir para os Estados Unidos, para o Reino Unido, Brasil, entre outros.
Quanto ao vinho tinto, a vindima ainda decorre e vai prolongar-se até sábado. Armando Fontainhas espera também grandes resultados.
“Temos grandes vinhos tintos e temos uma posição invejável nesse segmento. A nossa marca de verde tinto está muito bem nos rankings nacionais. Este ano as uvas estão maduras e muito boas”, adiantou.
A Adega Cooperativa Regional de Monção foi fundada a 11 de outubro de 1958, no coração da sub-região de Monção e Melgaço, por iniciativa de um pequeno grupo de 25 viticultores que procuravam valorizar e organizar a produção vinícola local.
Atualmente, a cooperativa conta com mais de 1.700 produtores associados. Gere uma área vinícola superior a 1.200 hectares.
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