O Município de Melgaço foi distinguido com o diploma de Concello Arraiano 2026. Uma distinção integrada na edição deste ano dos Prémios Arraianos Maiores.
O Prémio Arraiano Maior (ou distinção de Arraiano Maior) é um reconhecimento cultural atribuído anualmente pela associação cultural galega Arraianos.
Destina-se a galardoar personalidades, artistas ou investigadores que se destacam pela defesa, promoção e valorização da identidade, cultura e língua da “Raia” — a zona de fronteira histórica e geográfica entre a Galiza e Portugal.
“Este prémio é reconhecimento de todo o trabalho e investimento cultural que temos vindo a desenvolver no nosso território”, refere o Município.
“A distinção enaltece a nossa identidade fronteiriça, limitando com a Galiza através da Raia Seca, e destaca Melgaço pelo inegável valor do nosso património histórico e natural. É também reforçado o papel fundamental e humanitário do nosso concelho no passado, tendo sido um dos principais pontos de fuga para o exílio da população galega durante a Guerra Civil e a ditadura de Franco”, acrescenta.
“Este é um prémio de todos e para todos os melgacenses! Continuaremos a trabalhar diariamente para preservar a nossa memória histórica e fortalecer os laços fraternos que nos unem à Galiza”, conclui a edilidade.
A cerimónia oficial de entrega deste prémio terá lugar no sábado, dia 8 de agosto, na localidade vizinha de Entrimo, decorrendo no âmbito das IX Xornadas Arraianas. Esta distinção é atribuída numa organização conjunta entre o Coletivo Arraianos, o Consello da Cultura Galega e o Concello de Entrimo.
Criado em 2009 pela Asociación Arraianos, este galardão simboliza a união e a partilha de tradições entre as duas margens da fronteira.
Ao ser nomeado Arraiano Maior, o homenageado recebe simbolicamente uma guilhada (um bastão tradicional) e uma pucha (um chapéu ou boina rural), juntamente com um diploma.
Ao longo dos anos, a distinção tem sido atribuída a figuras de relevo ligadas à cultura transfronteiriça e à lusofonia, incluindo nomes como o lexicógrafo Isaac Alonso Estraviz (em 2015), o escritor e ambientalista Xosé Benito Reza (em 2016) ou o músico Antoine Chao (em 2023).
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