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Monção
Valença

Marcelo deixa de ser Presidente em 24 horas. Recorde as passagens por Valença e Monção [FOTOS]

8 Março, 2026 - 08:20

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Esta segunda-feira passa testemunho a António José Seguro.

Marcelo Rebelo de Sousa deixa o cargo de Presidente da República amanhã, dia 9 de março. Para trás ficam 10 anos de memórias, de sorrisos, de momentos bons e menos bons de um país que – na generalidade – o irá recordar como um presidente afetuoso.

 

No Vale do Minho vão ficar certamente na memória as suas passagens por Valença, e depois por Monção.

 

A primeira aconteceu em 2017, no dia 18 de fevereiro, em Dia de São Teotónio. Uma multidão encheu totalmente o largo em frente à imagem de São Teotónio, em Ganfei.

 

 

[crédito fotografia: Município Valença]

 

 

Marcelo chegou e foi imediatamente aplaudido. Não faltaram as selfies.

 

 

[crédito fotografia: Município Valença]

 

 

“Eu não tenho a sorte de ser do Alto Minho. Sou do Baixo Minho, que é uma espécie de aproximação. Não se chega ao paraíso, fica-se ali no purgatório à espera”, disse no seu discurso. O povo sorriu.

 

“A partir daqui, olham para o país de cima para baixo. E vão percebendo como é que o país se fez. Portugal começou aqui e começou com uma boa inspiração”, lembrou.

 

“Este santo [São Teotónio] não é só o santo padroeiro desta freguesia [Ganfei]. É um santo padroeiro de Portugal. Fomos e somos importantes porque fomos sempre fiéis à nossa história, aos nossos costumes e àquilo que nos define”, considerou.

 

 

[crédito fotografia: Município Valença]

 

 

[crédito fotografia: Município Valença]

 

“Somos conhecidos por todo o mundo. E começou aqui… na vossa capacidade de luta e na vossa capacidade de acreditar. E também na inspiração de São Teotónio que, curiosamente, acabou por ser alguém próximo do começo da nossa nacionalidade”.

 

Embalado na lição de História, Marcelo Rebelo de Sousa sublinhou mesmo que Ganfei “não é uma freguesia qualquer”.

 

“Esta é a freguesia de São Teotónio e São Teotónio não é um santo qualquer! Foi o primeiro santo português e esse momento não foi um qualquer. Foi o momento que antecedeu e que preparou o arranque da nossa pátria”, disse o Presidente da República perante uma assistência totalmente absorvida pelo discurso.

 

“Todos somos descendentes daquela nossa força e por isso Portugal é eterno. Enquanto houver um português ou uma portuguesa, mesmo que não sejam descendentes deste santo ou deste momento de afirmação, Portugal não acaba”, terminou Marcelo seguido de um efusivo aplauso.

 

 

[crédito fotografia: Município Valença]

 

 

País ardeu e Marcelo veio a Monção

Nesse mesmo ano de 2017, em outubro, o país foi flagelado por grandes incêndios. Monção foi um dos concelhos mais afetados. 

 

O Presidente da República prometeu que viria cá acima. E veio.

 

Aconteceu no dia 31 de maio de 2018. As ruas do centro de Monção encheram como não havia memória para a Procissão Solene do Corpo de Deus.

 

Motivo? O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, seguia no cortejo. Houve gente nas varandas, em cima de muros e às janelas.

 

A moldura humana era de tal forma enorme que fez com que muitos tenham feito esta comparação com o cortejo da Virgem das Dores, procissão que acontece todos os anos em agosto e que concentra milhares de pessoas nas ruas desta vila.

 

De telemóveis na mão, todos queriam ver e fotografar Marcelo. O momento era solene, mas o povo não resistia. De quando em vez lá rebentava um estrondoso aplauso à passagem do Chefe de Estado.

 

Marcelo, que queria manter um ar compenetrado, não resistia a soltar um leve sorriso como que agradecendo a amabilidade dos monçanenses.

 

“Venho pagar essa dívida relativamente a Monção. Mostrar a minha solidariedade com as populações”, disse aos jornalistas.

 

“Eu fiquei de visitar os Municípios atingidos pelos incêndios. E havia algumas lacunas”, prosseguiu o chefe de estado.

 

Havia uma lacuna importante no meu espírito, que me pesava na consciência, que era Monção. Venho pagar essa dívida minha relativamente a Monção. Mostrar a minha solidariedade com as populações, com os autarcas, com todos os que combateram esta tragédia e transmitir uma esperança num futuro onde se está a trabalhar de forma positiva para que não mais se repita aquilo que aconteceu”, recordou.

 

Marcelo referia-se aos grandes incêndios que tinham flagelado o concelho em outubro de 2017.

 

Assim que chegou a Monção, Marcelo fez o trajeto entre a Câmara e a Igreja Matriz. Foi saudado por centenas e centenas de pessoas. Tirou outras tantas selfies. E sorria. Sorria muito.

 

No final da Procissão, o Presidente despediu-se de forma rápida mas desta vez com a esperança de voltar em breve.

 

 

Veja as fotos [ crédito: Arquivo/Rádio Vale do Minho]

 

 

 

Barbosa: “É uma figura que une o País”

Aos microfones dos jornalistas, o Presidente da Câmara, António Barbosa mostrou-se totalmente satisfeito com esta visita de Marcelo Rebelo de Sousa. 

 

“Esta receção calorosa que o Presidente da República teve era um sinal de que tinha de vir até Monção. E ele percebeu isso”, referiu António Barbosa.

 

“Esta proximidade que ele tem com as pessoas é muito daquilo que o poder autárquico faz. É aqui que ele se sente bem e é aqui que nós gostamos de ter o nosso Presidente da República”, continuou.

 

“Eu acho que ninguém aqui estava zangado com o professor Marcelo! Ninguém consegue estar zangado com ele”, disse Barbosa com um sorriso. “É uma figura que une o país. Consegue afastar tudo aquilo que são lides partidárias”, concluiu.

 

 

 

[crédito fotografias capa: arquivo/Rádio Vale do Minho]