“Mais de metade da faturação do ano desapareceu. O impacto é gigante. Estamos muito preocupados, não só com a temporada, mas com os empregos que ficam em causa”.
As palvavras, segundo o Correio da Manhã, são de um proprietário de uma empresa de ‘canyoning’ (descida de rios e ribeiros de montanha com desníveis) com 20 anos e sede na freguesia de Entre-Ambos-os-Rios, em Ponte da Barca.
O verde deu lugar ao negro. O que era paraíso deu lugar a um cenário triste… e até perigoso.
Eram milhares de turistas que ali acorriam em média, por ano, só para percorrer os trilhos. Em quatro dias, tudo isso se transformou em cinzas.
E ninguém quer caminhar no meio delas.
Nos parques de campismo, o telefone não pára de tocar. As desmarcações sobem a pique e os proprietários temem não conseguir segurar o negócio.
O Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG) foi criado em 1971 e é gerido pelo Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF). Ocupa uma área com cerca de 70 mil hectares, distribuídos por cinco concelhos: Melgaço, Arcos de Valdevez e Ponte da Barca (Viana do Castelo), Terras de Bouro (Braga) e Montalegre (Vila Real).
Às 17h43 desta quarta-feira, combatiam o incêndio no Lindoso 437 operacionais, apoiados por 131 viaturas e nove meios aéreos.
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