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Vale do Minho

Lampreia: 10 curiosidades (que talvez não saiba) sobre este prato icónico do Vale do Minho

12 Fevereiro, 2022 - 23:01

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Milhares acorrem por esta altura ao Vale do Minho para saborear a afamada lampreia do Rio Minho.

Há quem seja um autêntico apreciador… mas há também quem não possa sequer vê-la à frente. Existem também aqueles episódios dos que estranhavam antes de provar e que agora não querem outra coisa. Eis a divina lampreia, que por estes dias ocupará o trono gastronómico no Vale do Minho.

 

O pontapé de saída simbólico para a degustação do pitéu vai ser dado já na próxima quarta-feira, em Melgaço. O pavilhão da fonte principal das Termas do Peso vai ser o palco para o arranque da edição deste ano da iniciativa Lampreia do Rio Minho – Um prato de excelência.

 

A sessão está marcada para a próxima quarta-feira. Começa pelas 11h00, com a intervenção de Manoel Batista, presidente da Câmara de Melgaço e também da Associação de Desenvolvimento Rural Integrado do Vale do Minho (ADRIMINHO). 

 

 

Mas a lampreia tem muito mais que se lhe diga e, conforme conta a Confraria Gastronómica do Leitão da Bairrada, este ciclóstomo apresenta várias curiosidades:

 

1 Número cada vez menor

No século passado a lampreia era abundante nos rios do Norte de Portugal e no Tejo, no Guadiana e no Zêzere. Desde os anos 60 tem vindo a registar-se um declínio nas capturas. A poluição e a construção de barragens parecem ser as principais causas deste desaparecimento.

 

2 Romanos eram grandes apreciadores

Eram guardadas pelos romanos em grandes tanques. Consta que houve conflitos na área da teologia, uma vez que nos dias de jejum de carne houve dúvidas em consumir a lampreia. O primeiro trabalho científico de Sigmund Freud abordou o tema da larva da lampreia, em 1877.

 

3 Animal pré-histórico

É um ciclóstomo do grupo dos agnatas, o que significa que não tem verdadeiras mandíbulas nem barbatanas. Tem a boca redonda, com numerosos dentes pequenos e uma ventosa. As lampreias possuem no topo da cabeça um “olho pineal” translúcido e, à frente, uma única narina.

 

4 São também chamados vampiros das águas

Começam por se alimentar de larvas de peixes e de invertebrados. Com a ajuda da ventosa, fixam-se pela boca a outros peixes, fazendo um buraco na sua pele para lhes sugar o sangue e comer a carne. Não é raro vê-las fixadas a tubarões, salmões, bacalhaus e mamíferos marinhos.

 

5 Há seis espécies em Portugal

Existem seis espécies: lampreia-de-rio, lampreia-de-riacho, lampreias-da-costa-da-prata, lampreia-do-nabão, lapreia-do-sado e lampreia-marinha. Esta última é a mais procurada para a gastronomia. As do Nabão, Sado e Costa da Prata foram descobertas recentemente por investigadores.

 

6 Vive no mar mas reproduz-se no rio

A lampreia é um migrador anádromo: vive no mar e reproduz-se nos rios. A sua distribuição no oceano Atlântico estende-se da América do Norte ao Sul da Europa, ocorrendo ainda no Leste do mar Mediterrâneo. Cada fêmea gera milhares de ovos pequenos.

 

7 Vários métodos de pesca

Há vários métodos de pesca, da apanha à mão às redes e armadilhas, conforme as condições no rio e do local. A temporada da pesca à lampreia inicia-se no Inverno quando o caudal dos rios permite que as lampreias subam mais facilmente até aos locais da desova.

 

8 Reproduzem-se… e morrem

As lampreias marinhas, como as de água doce, reproduzem-se nos rios. A vida larvar pode durar até sete anos, passada no rio onde nascem. A certa altura sofrem uma metamorfose e tornam-se adultos. As espécies anádromas migram para o mar. Quando entram num rio reproduzem-se e morrem.

 

9 Já deram aso a filmes de terror

As lampreias, pela aparência estranha e assustadora que têm, já inspiraram filmes de terror. Exemplo disso é Blood Lake. Após terem dizimado a população de peixes, milhares de lampreias começam a atacar os cidadãos de uma pequena cidade.

 

10 Gastronomia típica do sul da Europa

Sobretudo no Sul da Europa, em Portugal, Espanha e França, a lampreia é consumida como uma iguaria, vendida nos restaurantes a preços relativamente elevados. No nosso país é comida sobretudo em arroz de lampreia e à bordalesa. Também a fazem assada no espeto e de escabeche.

 

 

[Fotografia: Ilustrativa/DR]

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