Uma nova espécie de aranha venenosa, a Loxosceles laeta (aranha-reclusa-chilena), foi descoberta pela primeira vez em Portugal. Aconteceu no Porto.
A espécie, nativa da América do Sul (Brasil e Argentina), expandiu-se graças ao comércio internacional.
Segundo a Euronews, trata-se de uma espécie tímida, de hábitos noturnos, constrói teias em paredes e cantos escondidos (sem teias típicas de insetos) e não exibe cores de camuflagem.
Os investigadores garantem que não há motivos para pânico: a probabilidade de mordida humana é muito reduzida, embora a picada possa causar lesões cutâneas necróticas (danos na pele).
No entanto, a Loxosceles rufescens (aranha-reclusa-do-mediterrâneo), outra espécie venenosa da mesma família que já vive em Portugal há mais de 200 anos, é mais comum e conhecida.
Em 2023, Portugal registou um caso de loxoscelismo grave causado pela L. rufescens, com necrose, febre e descamação da pele.
Os biólogos avisam que o risco da nova espécie é baixo, mas é importante monitorizá-la, dada a introdução de muitas espécies invasoras no país devido ao comércio, ao urbanismo e ao aquecimento global.
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