A Wofco (Worldwide Fishing Company), com sede em Vigo, na Galiza, está a estudar a aquisição da Central Lomera Portuguesa (CLP), unidade de transformação de atum em Portugal, localizada em Vila Nova de Cerveira.
Criada em 2018, a CLP é detida pela galega Marfrio. Tratou-se de um investimento de 6,8 milhões de euros e tem capacidade para processar até 20 mil toneladas de atum por ano.
No ano passado, conforme noticiou o Jornal de Negócios, a CLP concluiu com sucesso o processo de reestruturação financeira, garantindo a sustentabilidade da sua atividade.
O processo foi essencial para assegurar a continuidade da empresa, preservar postos de trabalho e fortalecer a sua posição no mercado.
A reestruturação financeira da CLP envolveu a renegociação de um passivo de 7,3 milhões de euros, dos quais 64,47% correspondiam a dívida bancária.
No entanto, segundo avança o jornal Atlántico, a Wofco está interessada em adquirir a CLP. Refere aquele jornal que “ambas as partes já iniciaram conversações”.
Caso o negócio se concretize, será mais um passo de expansão internacional da Wofco que em 2024 adquiriu a fábrica Fandicosta, em Moaña e está a construir uma nova fábrica no Paraguai.
A Wofco é uma das empresas que se destaca a nível mundial pelo rápido rescimento que tem mostrado. Só em 2022 registou uma faturação de 330 milhões de euros. Um notável disparo comparado aos 231 milhões registados em 2021.
Em 2024 rondou os 400 milhões e no ano passado chegou aos 460 milhões de euros.
A atividade encontra-se espalhada por todo o mundo, literalmente: são 72 variedades de pescado capturadas na Argentina, Atlântico Norte, Ilha Falkland, Perú, Chile, Vietnam, China, Equador, entre outros.
É atualmente uma das maiores empresas comercializadoras de pescado do mundo. Vende para 26 mercados nos cinco continentes.
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