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Viana do Castelo

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16 Novembro, 2011 - 08:00

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O ex-presidente do Conselho de Administração dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) Carlos Veiga Anjos admitiu à Lusa estar "curioso" para saber o futuro, ainda por definir, que será dado à empresa.

O ex-presidente do Conselho de Administração dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) Carlos Veiga Anjos admitiu à Lusa estar "curioso" para saber o futuro, ainda por definir, que será dado à empresa.

"Estou curioso em saber o que será feito, afinal. Mas sobre este processo não me pronuncio", afirmou, em declarações à Agência Lusa.

A Empordef, holding pública das indústrias da Defesa, já falhou dois prazos para entregar ao Governo uma solução para a empresa de Viana, atualmente com um passivo acumulado de 240 milhões de euros.

Embora sem se alongar sobre a situação dos estaleiros, Carlos Veiga Anjos, natural de Viana do Castelo, acrescentou: "Como vianense estou apreensivo com a situação dos ENVC, mas vamos esperar para ver".

O ministro da Defesa disse hoje que concedeu um alargamento do prazo para ser encontrada uma solução para os ENVC, por existirem negociações em curso.

"Se fosse uma decisão no sentido de não serem viáveis, ela já teria sido tomada", afirmou Aguiar-Branco, admitindo que sem um "parceria internacional" a viabilidade da empresa "é difícil".

Apesar da insistência num comentário à ausência de uma solução definitiva para a empresa, mais de quatro meses depois da sua saída, quando defendia o despedimento de 380 dos 720 trabalhadores, Veiga Anjos foi apenas lacónico:

"Se alguém quer saber de alguma coisa que pergunte ao senhor presidente da Câmara. Ele deve saber", atirou, numa reação às criticas de que foi alvo por parte de José Maria Costa, autarca do PS, aquando da apresentação da reestruturação da empresa e a prevista saída de metade dos trabalhadores.

Carlos Veiga Anjos apresentou a demissão na sequência de conflitos com os trabalhadores. "Acho que não tenho condições para continuar nos estaleiros de Viana e nem sequer voltarei a entrar lá", afirmou, na altura, à Agência Lusa.

Em causa, um plenário que decorreu na empresa, dois dias depois de anunciados os despedimentos, e no qual mais de 650 trabalhadores aprovaram uma moção exigindo a suspensão imediata do processo de reestruturação.

Os trabalhadores dirigiram-se, depois, ao edifício da administração para entregar o documento, em mãos. Seguiram-se momentos de confusão, com Carlos Veiga Anjos a afirmar ter sido vítima de "tentativas de agressão".

Este plano de reestruturação da empresa, aprovado pelo Governo PS já em gestão, foi suspenso pelo ministro da Defesa no final de junho.

FONTE: LUSA