Chama-se lagarta do pinheiro (Thaumetopoea pityocampa). Parecem inofensivas, mas são perigosas para humanos e mortais para animais de estimação como cães e gatos.
Cada uma delas está coberta com até 600.000 pêlos urticantes brancos, responsáveis pelas desagradáveis reações alérgicas.
Estes pêlos têm contêm taumatopoína, a proteína responsável pelo efeito irritante em caso de contacto. Ao sentirem-se ameaçadas, as lagartas do pinheiro podem mesmo disparar estes pêlos e, dada a ação do vento, estes podem voar até a uma distância de 200 metros.
O pior é que a toxina mantém o seu efeito durante um ano.

[crédito fotografia: DR]
De acordo com os especialistas, o contacto deve ser evitado, mesmo quando estes animais já tiverem deixado os ninhos, que se encontram nos pinheiros.
Os ninhos da lagarta do pinheiro são esbranquiçados e acastanhados. Por norma, os ramos das árvores onde moram estas lagartas encontram-se despidos de folhas.

[crédito fotografia: DR]
PSP alerta
“Cuidado com a Lagarta do Pinheiro”! O alerta é deixado pela Polícia de Segurança Pública (PSP), através de uma publicação colocada nas redes sociais, tendo em conta que, “com a chegada dos dias mais amenos, é comum observar a Lagarta do Pinheiro a deslocar-se em fila nos passeios, jardins e zonas florestais”.

[fonte: PSP]
O que fazer?
A PSP começa por vincar, no post, que há a necessidade de ter “atenção redobrada em zonas de pinhal”. Nestas, salienta, “evite aproximar-se de ninhos (parecem ‘bolas’ brancas nas copas dos pinheiros).
Deverá ainda ter “cuidado com lagartas em fila no chão – é o comportamento típico da espécie”, frisa a PSP, acrescentando: “Não permita que crianças ou animais se aproximem, mesmo que pareçam inofensivas”.

[crédito fotografia: DR]
Outro dos pontos (fundamentais) a ter em conta prende-se com os animais: Deverá mantê-los “sempre controlados”.
A força de segurança relembra, na publicação, que, em áreas de risco, é prioritário “manter os cães pela trela”, evitando que “cheirem, lambam ou brinquem com algo no solo em pinhais”.
O contacto com a lagarta do pinheiro “pode provocar necrose da língua e complicações graves em poucos minutos”.
E o que não fazer?
- Não tocar;
- Não pisar;
- Não varrer (os pelos dispersam-se facilmente no ar);
- Não tentar remover os ninhos por conta própria.

[crédito fotografia: DR]
E se tocar em alguma?
No post, a Polícia de Segurança Pública deixou também conselhos sobre o que fazer em caso de contacto, tanto no caso de pessoas como de animais -, uma vez que os cuidados serão diferenciados.
Pessoas:
- Lavar imediatamente com água corrente abundante (sem esfregar);
- Remover pelos com fita adesiva;
- Em caso de sintomas intensos (dificuldade respiratória, reação alérgica forte, contacto ocular) deve procurar assistência médica urgente.
Animais:
- Lavar a zona com água abundante (com cuidado para não se expor);
- Impedir que o animal lamba a área;
- Procurar rapidamente o veterinário.
Por fim, é fundamental ter em mente que as lagartas do pinheiro “parecem inofensivas, mas funcionam como ‘armadilhas biológicas’ cheias de micro-agulhas tóxicas”. “Distância é proteção”, conclui a PSP.
Comentários: 0
2
0