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Caminha

Caminha: Consolidação da Duna dos Caldeirões fica concluída até final do ano

13 Dezembro, 2021 - 15:13

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Investimento superior a 1,7 milhões de euros.

A empreitada de consolidação da Duna dos Caldeirões está em fase de conclusão, obra que, juntamente com a dragagem no Portinho (também em fase final) implica um investimento total superior a 1,7 milhões de euros.

 

Cerca de 200 mil plantas oriundas de uma empresa do concelho vão auxiliar a fixação das areias.

 

Com a conclusão das intervenções termina uma das mais importantes obras dos últimos anos em Vila Praia de Âncora, num esforço que é para continuar, como garantiu esta segunda-feira o Presidente da Câmara, Miguel Alves, numa visita ao local.

 

Os últimos trabalhos desenvolvem-se entre a Duna e a margem do Rio Âncora. Estão em curso plantações, mais de 200 mil pés, de quatro espécies distintas, sendo três delas aquáticas e uma dunar.

 

Como explicou José Augusto Martins, da empresa Raiz da Terra, trata-se de espécies presentes na flora autóctone, que foram desenvolvidas nas estufas de Vile.

 

Está também a ser colocado o passadiço que dará acesso ao parque de estacionamento e à praia e as últimas areias, provenientes do Portinho, culminando uma grande operação que movimentou mais de 110 mil metros cúbicos de areia.

 

Para Miguel Alves, há em todo o processo três boas notícias. Por um lado a consolidação da Duna dos Caldeirões, conseguida com a Polis e o apoio financeiro do POSEUR e recurso às técnicas da bioengenharia; o desassoreamento do Portinho, mas também a mobilização da economia local, uma vez que os trabalhos na Duna, assim como as 200 mil plantas, têm origem em empresas do concelho.

 

“Este é um esforço que não termina aqui e que terá de continuar nos próximos anos, porque está em causa a força do mar e a vontade dos recursos naturais, sobretudo num contexto de alterações climáticas e erosão costeira”, realçou o autarca socialista.

 

Quanto à importância da obra, Miguel Alves referiu também o caráter simbólico da consolidação da Duna, que o mar derrubou em 2014, escassos três meses após tomar posse no primeiro mandato.

 

“Do dia para a noite ruiu uma duna de mais de sete metros, mudou o curso do Rio Âncora, criou-se uma ligação entre o rio e o mar, e alterou-se toda a geometria desta zona, colocando em risco a praia, a nossa praia de Vila Praia de Âncora e a Praia das Crianças”, recordou.

 

“Sem sermos agressivos ou invasivos, recusamos outras soluções que falavam de muros e de coisas do género”, referiu Miguel Alves, destacando o papel da bioengenharia nas soluções adotadas, usando os meios mais amigos do ambiente. “Consolidamos o sapal e protegemos toda a praia de Vila Praia de Âncora, que continuará a ser uma das melhores do país”.

 

Miguel Alves salientou ainda os trabalhos no Portinho, uma vitória do trabalho continuado dos pescadores.

 

Recorde-se que a intervenção no Portinho se baseou na remoção e migração de areias da barra, canal de entrada e bacia portuária do porto de Vila Praia de Âncora para a Duna dos Caldeirões. Nesta empreitada foram conduzidos para a Duna dos Caldeirões, através de 730 metros de tubagem, mais de 110 mil metros cúbicos de areia.

 

A tubagem foi enterrada e disfarçada na areia, tentando-se que o prejuízo da época balnear fosse o menor possível.

 

 

[Fotografia: Município de Caminha]

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