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Alto Minho

Autarcas e empresários "preocupados" com adiamento da linha Porto

8 Março, 2010 - 15:52

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O presidente da CIM, Rui Solheiro, considerou hoje "preocupante" o adiamento da construção da linha de comboio de alta velocidade entre Porto e Vigo, mas disse entender "o interesse nacional" da medida.

O presidente da Comunidade Intermunicipal do Minho-Lima, o socialista Rui Solheiro, considerou hoje "preocupante" o adiamento da construção da linha de comboio de alta velocidade entre Porto e Vigo, mas disse entender "o interesse nacional" da medida.
"O adiamento não deixa de ser preocupante, porque o comboio de alta velocidade, para passageiros e mercadorias, é muito importante para o desenvolvimento do Alto Minho", disse, à Lusa, Rui Solheiro.
"No entanto, temos de ter em atenção que o interesse nacional se deve sobrepor ao regional e, por isso, esperamos que o novo prazo agora avançado se cumpra efetivamente, até porque coincide com o prazo também definido do lado da Galiza", acrescentou.
A construção das linhas de alta velocidade entre Lisboa e Porto e entre Porto e Vigo vão ser adiadas por dois anos, disse hoje o ministro das Finanças na conferência de imprensa onde apresentou as principais linhas do Programa de Estabilidade e Crescimento.
"O investimento público teve um pico em 2009 com os programas de estímulo à economia, e esse esforço irá ser atenuado nos próximos anos, regressando a valores anteriores, e neste domínio decidimos o adiamento da execução das linhas de alta velocidade entre Lisboa e Porto e entre Porto e Vigo", disse Fernando Teixeira dos Santos.
A linha de alta velocidade Lisboa-Porto, com abertura prevista para 2015, fica assim adiada para 2017, enquanto a linha Porto-Vigo só estará concluída em 2015.
Para o presidente da Associação Empresarial de Viana do Castelo, Luís Ceia, o adiamento da linha Porto-Vigo significa "um novo adiamento do Norte".
"Percebemos que haja dificuldades financeiras, mas não percebemos que seja sempre o Norte a pagar a fatura", disse, à Lusa, o dirigente.
Para Luís Ceia, o TGV é "fundamental e estruturante" para ligar duas regiões (Norte de Portugal e Galiza) onde vivem seis milhões de pessoas.
O ministro do Fomento espanhol, José Blanco López, anunciou, em novembro passado, que a linha Porto-Vigo não estaria concluída antes de 2015, dois anos depois do previsto, devido a dificuldades na obtenção da Declaração de Impacto Ambiental (DIA) do troço entre Vigo e Porriño.
Na sequência deste anúncio, o secretário de Estado dos Transportes, Carlos Correia da Fonseca, garantiu que Portugal não iria lançar "um concurso para construir uma linha de alta velocidade para parar na fronteira".
A linha Porto-Vigo terá uma extensão de 125 quilómetros, dos quais 100 quilómetros em território português.
O investimento na primeira fase, entre Braga e Valença, é de 845 milhões de euros, de acordo com a informação disponível na página da RAVE – Rede Ferroviária de Alta Velocidade na Internet.
A linha Lisboa-Porto representa um investimento de 3,8 mil milhões de euros, segundo a RAVE.
FONTE : Lusa

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