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Arcos de Valdevez

Autarca indignado com “má” qualidade atribuída a praia fluvial

4 Junho, 2013 - 08:26

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O presidente da Câmara de Arcos de Valdevez reagiu com “indignação” à classificação de “má” qualidade atribuída à praia fluvial da valeta, garantindo que outras análises realizadas no mesmo período apresentaram resultados contrários.

O presidente da Câmara de Arcos de Valdevez reagiu com “indignação” à classificação de “má” qualidade atribuída à praia fluvial da valeta, garantindo que outras análises realizadas no mesmo período apresentaram resultados contrários.

“Sentimo-nos no dever de informar o público em geral que a água naquela praia é de boa qualidade como, aliás, sempre foi”, afirmou à Lusa o presidente da Câmara de Arcos de Valdevez.

Das 335 praias distinguidas pela associação ambientalista com qualidade de ouro, mais 40 do que em 2012, 20 são interiores, adiantou Francisco Ferreira, da Quercus, realçando que o município de Albufeira apresenta o maior número, seguindo-se Vila Nova de Gaia, Almada e Vila do Bispo.

Em contrapartida as praias com qualidade classificada como “má”, com base nas análises à água realizadas pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), incluem uma costeira (São Roque, no concelho de Machico, na Madeira) e três interiores (Pontilhão da Valeta, em Arcos de Valdevez, Fragas de S. Simão, em Figueiró dos Vinhos, e Agroal, em Ourém).

Sobre a praia de Arcos de Valdevez, Francisco Araújo afirma que “foi com surpresa e indignação” que o município recebeu esta classificação, obtida com base em resultados de três amostras realizadas em agosto de 2011 e que “pela metodologia utilizada” a influenciam “durante vários anos”.

“Só que, conforme o histórico demonstra, o resultado daquelas três amostras está em total desacordo com os resultados obtidos desde de 2008 a 2012 se excluirmos esse curto período em que estas três amostras foram recolhidas”, sublinha o autarca.

“Só este facto deveria levar a APA a verificar a origem destes resultados para evitar que algum erro de amostragem pudesse ter consequências ao longo de vários anos”, disse ainda Araújo.

A isto acrescentou que as análises realizadas pela Administração Regional de Saúde do Norte e pela autarquia apresentaram “resultados completamente diferentes e na linha do que o histórico naquela praia sempre apresentou”, algo que foi “ignorado pela APA”.

“Por este motivo repudiamos a forma como este assunto foi tratado pela APA, que consideramos lesiva dos interesses deste Município e da verdade dos factos”, afirmou Francisco Araújo.

A autarquia recorda o trabalho realizado “na preservação da qualidade ambiental do seu território em geral, e do rio Vez em particular” e que por isso “está em condições de assegurar” que a água” daquela praia fluvial é “de boa qualidade”.

“Com total transparência, fará [a autarquia] publicitar os resultados que ao longo desta época balnear forem obtidos no processo de monitorização daquela praia, dando assim total confiança aos seus utilizadores”, assume o presidente da Câmara, garantindo que esta monitorização “encarregar-se-á de demonstrar a incoerência desses resultados”.

“Reiteramos a nossa indignação por verificarmos que existindo análises efetuadas no mesmo período, quer pela autoridade de saúde quer pelo município de Arcos de Valdevez, com resultados opostos, a APA não assume o erro de amostragem por si realizado, prejudicando a imagem do município e pondo em causa uma praia de excelência num rio de águas límpidas”, rematou Francisco Araújo.

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