O Âncora Praia FC, clube do concelho de Caminha, manifestou “profundo desagrado, perplexidade e indignação” perante a expulsão aplicada a um dos seus atletas no jogo fora de casa, frente ao Desportivo de Monção, realizado no passado domingo, dia 25 de outubro, a contar para a 6ª jornada do campeonato distrital da I Divisão.
Em comunicado divulgado ontem, sexta-feira, o clube de Vila Praia de Âncora cita o relatório elaborado pela equipa de arbitragem onde “são imputadas ao nosso atleta condutas ofensivas, injuriosas, fisicamente incorretas e desrespeitosas para com o árbitro, alegadamente colocando em causa a sua imagem e dignidade”.
Assim não entende o Âncora Praia FC.
“Contudo, após análise cuidada das imagens vídeo disponíveis, entendemos que os factos descritos não encontram correspondência clara e objetiva com aquilo que efetivamente ocorreu dentro das quatro linhas”, refere.
O momento aconteceu já em tempo de descontos, aos 90 minutos + 5, “numa altura em que o resultado era desfavorável ao Âncora Praia F.C. por 3-1, e quando a nossa equipa se encontrava já a atuar com dois jogadores a menos”.
O jogo estava a segundos de terminar quando a expulsão aconteceu.
“Acresce que uma das alegações constantes do relatório assenta igualmente num alegado “olhar” dirigido ao árbitro. Também neste ponto, as imagens suscitam sérias dúvidas quanto à interpretação efetuada, uma vez que é perfeitamente visível a distância a que o atleta se encontrava do árbitro no momento dos factos”, prossegue o Âncora Praia.
O clube visitante não vê, assim, evidências de “qualquer gesto ou ação compatível com as acusações descritas”.
“Não está apenas em causa uma expulsão. Está em causa a credibilidade da verdade desportiva, a confiança dos agentes do futebol e a defesa da integridade de um atleta que entendemos ter sido injustamente penalizado”, defende.
Assim, o Âncora Praia FC “reserva-se o direito de recorrer a todos os mecanismos regulamentares ao seu dispor para defender os legítimos interesses do clube e do seu atleta”.
“O futebol ganha quando prevalecem a justiça, o rigor e a verdade desportiva”, conclui.
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