Dezenas de dirigentes associativos do Alto Minho concentraram-se esta segunda-feira de manhã em Lisboa, numa ação de protesto junto à Assembleia da República e da residência oficial do Primeiro-ministro.
A ação surge na sequência de uma deliberação do Conselho de Presidentes da CAP (Confederação dos Agricultores de Portugal), que aprovou por unanimidade a reivindicação de um pacote financeiro extraordinário de 140 milhões de euros em medidas de apoio ao setor.
Segundo a organização, esse valor é necessário para assegurar a competitividade da produção nacional.
“Urgem melhores condições , sobretudo financeiras, para competir com o mercado espanhol, que tem tido maiores ajudas do que os nossos produtores pecuários”, disse à Rádio Vale do Minho a Presidente da APACRA (Associação Portuguesa dos Criadores de Bovinos de Raça Minhota), Teresa Moreira.

[crédito fotografia: cedida à Rádio Vale do Minho]

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Por sua vez, o representante do Centro de Informação Rural do entre Douro e Minho da CAP, Osvaldo Barros, destacou que são necessárias “condições competitivas para produzir na região de entre Douro e Minho”. Uma ideia que foi reforçada pela representante das Terras do Minho, Maria José Queiroz.

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Helena Ramos, dirigente associativa de Paredes de Coura, em represençação da Vessadas (Associação Desenvolvimento Agrícola e Rural Terras de Coura) congratulou-se com a presença do Alto Minho em Lisboa numa “ação reinvidicativa para conseguir melhores condições para evitar a proliferação do abandono agrícola”.
Durante a concentração no Parlamento, a comitiva vai entregar o documento de reivindicações ao presidente da Assembleia da República e aos representantes das bancadas do PSD, Chega, PS, IL e CDS. O Presidente do Chega, André Ventura, foi dos primeiros a receber.

[crédito fotografia: cedida à Rádio Vale do Minho]
A entrega da carta de exigências é acompanhada por um cabaz com produtos alimentares representativos da agricultura portuguesa. Segundo a CAP, o gesto pretende assinalar o risco de quebra na produção de determinados bens devido às atuais condições económicas do setor.
“Apoiar a agricultura é apoiar um setor estratégico que garante a ocupação do território. Ao cultivar a terra e criar animais, os agricultores produzem alimentos e dão um contributo essencial para manter o mundo rural vivo e os incêndios mais afastados das povoações”, disse ainda Helena Ramos.
A CAP agrega associações que representam cerca de 250 mil produtores agroflorestais em todo o país.
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