Um mês e 12 dias depois da 2ª volta das últimas eleições presidenciais, ainda há cartazes eleitorais pelas rotundas do Alto Minho.
Em Valença e em Monção, os respetivos Municípios começam a perder a paciência. O que em tempo de eleições é normal e útil, está a tornar-se agora num foco de poluição visual.
A Rádio Vale do Minho percorreu os dois concelhos à hora de almoço.
Em Valença, Luís Marques Mendes ainda espalha sorrisos na rotunda da Trapicheira e André Ventura ainda está pela rotunda da Estrada Nacional (EN) 13, em São Pedro da Torre.

[crédito fotografia: Rádio Vale do Minho]

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Em Monção, numa das rotundas da Estrada Nacional (EN) 101, o novo Presidente da República ainda apela ao voto.

[crédito fotografia: Rádio Vale do Minho]
Valença e Monção avisam
“Se as respetivas candidaturas não retirarem os cartazes nos próximos dias, será o Município a retirá-los”, avisou hoje o Presidente da Câmara de Valença aos microfones da Rádio Vale do Minho.
“Um deles [Marques Mendes] está na rotunda da Trapicheira, que é uma zona muito frequentada. Já notificamos essas candidaturas. Até hoje nenhuma retirou. Se não o fizerem rapidamente, a Câmara vai retirá-los”, acrescentou ainda José Manuel Carpinteira.
Em Monção, fonte autárquica referiu à Rádio Vale do Minho que “é lamentável que em eleições nacionais esteja a acontecer o inverso do que aconteceu nas eleições autárquicas”.
“Após as eleições autárquicas do ano passado, todas as candidaturas removeram os cartazes imediatamente nos dias seguintes e nestas, que foram nacionais, não está a acontecer”, disse.
“O Município de Monção considera que já foi dado um prazo razoável para a remoção dos cartazes. As candidaturas irão ser agora notificadas para o fazer. Caso não o façam, iremos nós retirá-los”, avisa a edilidade monçanense.
Vale recordar que em Portugal não existe um prazo legal definido na lei eleitoral que obrigue as candidaturas a removerem cartazes e propaganda política após o dia das eleições presidenciais.
A remoção é da responsabilidade das entidades que instalaram a propaganda, nomeadamente os partidos políticos ou grupos de cidadãos.
Embora a lei nacional seja omissa, as câmaras municipais podem definir prazos e condições para a remoção da propaganda nos seus espaços públicos, ouvindo os interessados.
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